
Porto Inglês, 21 Fev (Inforpress) – A deputada nacional do MpD pelo círculo do Maio, Antonita Vieira, denunciou hoje, aquilo que considera ser um “abandono total” e um “estado crítico” da ilha, responsabilizando a actual gestão camarária por alegadas falhas e degradação dos serviços.
Em conferência de imprensa, a parlamentar avançou que existe “um descontentamento generalizado” entre os munícipes, afirmando que a actual câmara “defraudou as expectativas” criadas junto da população com o programa “Maio merece +”.
“A ilha do Maio está hoje num estado crítico. Há um sentimento generalizado de abandono e de frustração por parte dos munícipes que confiaram num programa que prometia mais desenvolvimento, mas que, na prática, não trouxe os resultados esperados”, declarou.
A deputada sustentou que, nos últimos dois anos, a taxa de execução orçamental “não chega aos 40 por cento”, o que, no seu entender, demonstra fraca capacidade de concretização das propostas apresentadas.
No que diz respeito ao saneamento, Antonita Vieira classificou o serviço como “desastroso”, alegando que, em pouco tempo, foi degradado um sistema que colocava o Maio entre as ilhas mais limpas do País.
Ao nível das infra-estruturas, apontou atrasos na conclusão de obras que estariam em fase final, acusando a edilidade de proceder a inaugurações “com remendos” e “com pompas e circunstâncias”, sem que os projectos estejam devidamente concluídos.
A parlamentar questionou ainda o destino de verbas destinadas à requalificação da Zona Shell e do mercado do peixe, na cidade do Porto Inglês, financiadas pelo Governo suportado pelo Movimento para a Democracia (MpD).
Levantou igualmente dúvidas sobre o financiamento para a criação de um centro destinado a idosos e pessoas com deficiência.
No plano social e laboral, Antonita Vieira questionou quando será feita a actualização salarial das monitoras e a reclassificação dos salários dos funcionários, afirmando que “todas as condições foram criadas pelo Governo” para o efeito.
A deputada denunciou ainda que a câmara municipal estaria a funcionar sem um secretário municipal oficialmente nomeado.
Entre outras preocupações, destacou o aumento “galopante” dos preços dos terrenos, que, segundo afirmou, terão registado uma subida superior a 1.500 por cento, dificultando o acesso à habitação por parte das famílias com menos recursos.
Referiu também o aumento de taxas e emolumentos, indicando como exemplo o pagamento de mais de mil escudos para a realização de um enterro.
Antonita Vieira apontou ainda alegadas contratações “sem concurso e de forma irregular”, bem como situações de “injúrias e perseguições” a funcionários.
RL/ZS
Inforpress/Fim
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