
Porto Inglês, 26 Set (Inforpress) – A nova administradora da Águas e Energia do Maio (AEM), Claudina Ramos, afirmou hoje ter encontrado a empresa numa situação financeira difícil e com funcionários insatisfeitos, quando assumiu funções há quatro meses.
Em declarações à imprensa, a presidente do conselho de administração (PCA) classificou a situação como “extremamente complicada”, destacando a fragilidade da tesouraria.
“Foram celebrados dois empréstimos e isso acabou por agravar a saúde financeira da empresa, porque os resultados previstos com esse valor não se concretizaram. Encontrámos uma tesouraria muito fraca, que, à data, não conseguia cobrir as despesas da gestão corrente”, afirmou.
Claudina Ramos adiantou ainda a existência de avultados passivos e dívidas à Empresa de Electricidade (EDEC), avaliadas em cerca de 60 mil contos, que se encontram em processo de negociação.
A administradora reconheceu também ter encontrado colaboradores insatisfeitos e em litígio, mas garantiu que a situação foi ultrapassada, através da resolução de processos judiciais e da regularização da progressão dos funcionários.
Nos últimos meses, a AEM realizou intervenções nas dessalinizadoras, aumentando a produção e reduzindo a pressão exigida, o que, segundo a responsável, contribuiu para diminuir os custos energéticos.
Contudo, alertou que a produção de água continua dependente a 100% da energia fornecida pela EDEC, sendo necessário reabilitar o parque fotovoltaico de Ponta Preta para reduzir despesas.
“Essa intervenção permitiria à empresa ganhar margem para melhorar a sua saúde financeira e garantir maior sustentabilidade, contando também com o apoio dos parceiros”, afirmou.
Neste momento, segundo a administradora, decorrem trabalhos para reduzir perdas na rede e está em análise a extensão de seis quilómetros de canalização na zona da Shell, além da construção de uma fossa comum no perímetro da Estação de Tratamento de Águas Residuais da Calheta.
Claudina Ramos reforçou ainda que a AEM continua à procura de parceiros para desenvolver projectos de saneamento, com vista a dotar a ilha do Maio de uma rede de esgotos e de uma estação de tratamento moderna, capaz de trazer benefícios directos à população.
RL/HF
Inforpress/Fim
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