Líder supremo iraniano acusa EUA e Israel de quererem pôr o país "de joelhos"

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Líder supremo iraniano acusa EUA e Israel de quererem pôr o país "de joelhos"
28/05/26 - 01:47 pm

Teerão, 28 Mai (Inforpress) - O líder supremo do Irão, Mojtaba Khamenei, acusou hoje Estados Unidos e Israel de tentarem “colocar a nação de joelhos”, após os ataques desta semana, considerados os mais graves desde o cessar-fogo de 08 de Abril.

"O plano cego do inimigo é criar divisão e destruição para compensar as suas derrotas militares e colocar a nação de joelhos", disse Khamenei através de um comunicado.

Na mensagem, que foi lida na televisão estatal sem que o líder supremo do Irão se tenha mostrado, Khamenei voltou a apelar à unidade nacional e à coesão entre os iranianos.

Mojtaba Khamenei, de 56 anos, sucedeu ao pai, Ali Khamenei, que foi morto no primeiro dia dos ataques aéreos conjuntos dos EUA e Israel, a 28 de fevereiro, que desencadearam retaliações de Teerão em toda a região.

Ferido nestes ataques, o novo líder supremo não aparece em público desde então.

Segundo o Ministério da Saúde iraniano, Khamenei sofreu "ferimentos superficiais na cara, cabeça e pernas", mas o secretário da Defesa dos EUA, Pete Hegseth, garante que o líder do país está "muito ferido e provavelmente desfigurado".

Os Estados Unidos voltaram, hoje de madrugada, a lançar ataques sobre o Irão, alegadamente a instalações militares situadas no sul do país, na zona costeira de Bandar Abbas.

O ataque, realizado numa altura em que os representantes dos dois países continuam as negociações para transformar o frágil cessar-fogo num acordo de paz definitivo, foi justificado por Washington com a necessidade de agir em legítima autodefesa para neutralizar ameaças iminentes contra as suas forças armadas e contra o tráfego marítimo internacional no estreito de Ormuz.

O Ministério dos Negócios Estrangeiros do Irão já tinha condenado, hoje de manhã, o ataque e reafirmado a determinação da República Islâmica em defender a soberania nacional e integridade territorial.

Considerando a investida como uma violação do cessar-fogo de 08 de abril e uma "violação flagrante do direito internacional e da Carta das Nações Unidas", o porta-voz do ministério garantiu que Teerão adotará "todas as medidas necessárias para defender a soberania nacional e integridade territorial".

A Guarda Revolucionária iraniana afirmou, entretanto, que respondeu aos ataques com o bombardeamento de uma base dos Estados Unidos na região, embora não tenha especificado a localização.

O Kuwait anunciou pouco depois que tinha intercetado mísseis e drones lançados sobre o país.

Já na segunda-feira, os Estados Unidos tinham bombardeado o sul do Irão, destruindo lançadores de mísseis e barcos iranianos que tentavam colocar minas no Estreito de Ormuz.

Inforpress/Lusa

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