
Tóquio, 27 Mar (Inforpress) - O Japão anunciou hoje que irá flexibilizar temporariamente as restrições às centrais a carvão, para atenuar os efeitos da crise energética provocada pela guerra no Irão, que entra no 28.º dia.
As informações da imprensa local que anunciam o projeto de reverter as regras destinadas a reduzir as emissões de gases com efeito de estufa "são exatas", declarou à agência de notícias France-Presse (AFP) um responsável do Ministério da Indústria japonês.
O plano deve ser apresentado a um painel de especialistas durante a manhã, precisou a mesma fonte.
Até agora, os fornecedores de eletricidade eram incentivados pelo Governo a manter a taxa de funcionamento das centrais térmicas a carvão, grandes emissoras de dióxido de carbono, em 50% ou menos.
Mas o executivo prevê agora autorizar a exploração a plena capacidade de centrais mais antigas e menos eficientes, informou a agência de notícias JijiPress.
Vários países asiáticos estão a recorrer ao carvão para manter a atividade económica, enquanto o estreito de Ormuz permanece de facto fechado pelo Irão desde o início dos bombardeamentos lançados pelos Estados Unidos e Israel, em 28 de fevereiro.
A Coreia do Sul prevê levantar o limite imposto à capacidade de produção das suas centrais a carvão, ao mesmo tempo que aumenta o funcionamento das centrais nucleares.
As Filipinas planeiam igualmente aumentar a produção das centrais a carvão para conter os custos da eletricidade, enquanto o conflito perturba os fornecimentos de gás.
O Japão depende das centrais térmicas para cerca de 70% das necessidades de eletricidade, sendo o carvão um combustível fundamental para o seu funcionamento.
Tóquio anunciou na quinta-feira ter começado a recorrer a uma nova parte das reservas estratégicas de petróleo, depois de ter iniciado na semana passada a libertação do equivalente a 15 dias de reservas petrolíferas do setor privado.
O Japão é o quinto maior importador de petróleo do mundo. Cerca de 94% do seu petróleo provém da região em guerra e 93% transita pelo estreito de Ormuz.
Inforpress/Lusa
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