
Cidade da Praia, 12 Out (Inforpress) – A directora técnica do Instituto Cabo-verdiano da Criança e do Adolescente (ICCA), Vanusa Ribeiro, anunciou hoje que casos de violação sexual registaram uma tendência de diminuição, tendo passado de 184 ocorrências em 2024 para números menores.
As declarações foram feitas à imprensa, à margem de um encontro sobre “Conectar para empoderar: os direitos das meninas na era digital”, para assinalar o Dia Internacional da Menina.
Segundo Vanusa Ribeiro, em 2025 os casos desceram para 164 e no primeiro semestre de 2026 esteve em 70 casos, no entanto, apontou que “ainda não são de todo satisfatório”, pelo facto de “ainda haver crianças vítimas de exploração sexual”.
“A nossa atenção vai para a própria sociedade cabo-verdiana, porque os dados que nós temos demonstram que a maior parte das situações dos casos de violência sexual acontecem no ambiente familiar”, afirmou a mesma fonte.
De igual modo, disse que as acções do ICCA têm sido voltadas para a prevenção e combate também no sector do turismo para evitar que haja qualquer possibilidade de criar turismo sexual ou de violência.
Um outro desafio, indicou, tem sido com crianças em situação de rua, que “infelizmente pode desencadear” casos de violação sexual pela vulnerabilidade em que a criança se encontra.
“Temos outras preocupações que têm a ver com situações de desproteção e de falta de responsabilidade dos próprios pais, nomeadamente de negligência, de maus-tratos físicos, psicológicos e de vários géneros”, indicou Vanusa Ribeiro.
Afirmou que a problemática da violação sexual “é transversal e acontece um pouco por todas as ilhas”, mas que, no entanto, ilhas como Fogo, São Vicente e Santo Antão, e a região de Santiago Norte, têm sido alvos de maior preocupação pelo número de casos registados.
OS/AA
Inforpress/Fim
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