
Espargos, 25 Mar (Inforpress) – O Sindicato dos Transportes, Comunicações e Administração Pública (Sintcap) manifestou hoje, no Sal, uma "enorme preocupação" com o atraso na implementação do PCFR no Instituto Nacional de Meteorologia e Geofísica (INMG) e nas autarquias do país.
Reunidos na sua primeira sessão ordinária do ano para aprovar instrumentos de gestão e analisar o ambiente sociolaboral, os dirigentes do Sintcap sublinharam que a demora nestes processos tem gerado um clima de "grande mal-estar, descontentamento e ansiedade" entre os profissionais destas instituições.
No que toca especificamente às autarquias, o sindicato recordou que o Governo assumiu o compromisso de dotar as câmaras municipais de recursos financeiros para suportar o impacto da nova tabela salarial, alertando que sem esse apoio a maioria das edilidades não terá capacidade para avançar com a medida.
Em relação ao INMG, o sindicato revelou “estar ainda à espera de uma proposta que a administração tinha se comprometido a enviar entre o final de fevereiro e o início de março”.
De acordo com uma de imprensa do Sintcap, a administração daquele instituto assegurou estar a envidar esforços para concluir o documento o mais breve possível, de forma a partilhá-lo com os trabalhadores e seus representantes.
Apesar das críticas aos atrasos, os dirigentes sindicais registaram com agrado os avanços verificados no sector da saúde, nomeadamente com a publicação do Plano de Cargo, Funções e Remunerações (PCFR) e das listas de transição para médicos e enfermeiros, que já começaram a auferir salários de acordo com a Tabela Única de Remunerações (TUR).
No entanto, o sindicato ressalvou que ainda falta concluir a regulamentação das carreiras e o pagamento dos retroativos das diferenças salariais e do subsídio de risco, além de notar que as listas dos técnicos de diagnóstico e auxiliares ainda se encontram em fase de reclamação.
No plano das privatizações, o Sintcap informou que a sua liderança já se reuniu com representantes do Governo para abordar o processo da Cabo Verde Handling, prometendo “acompanhar o desenrolar da situação com atenção redobrada” para salvaguardar os interesses da classe.
A reunião serviu ainda para o sindicato fazer “um balanço positivo” da sua atividade, embora tenha deixado um alerta às instâncias competentes sobre denúncias de ameaças e represálias em alguns locais de trabalho, que podem colocar em risco direitos adquiridos pelos trabalhadores cabo-verdianos.
NA/AA
Inforpress/Fim
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