
Espargos, 23 Out (Inforpress) – Um total de 86 famílias no Sal já foram contempladas pelo Programa de Inclusão Produtiva, cujos certificados relativos aos ciclos de 2023, 2024 e 2025 foram entregues hoje, numa cerimónia presidida pela ministra da Família, Adélsia Almeida.
O programa, dirigido prioritariamente a representantes de agregados familiares vulneráveis, em especial mulheres chefes-de-família com filhos menores de 15 anos e integradas no grupo 1 do Cadastro Social Único, visa promover o auto-rendimento através da capacitação profissional e do financiamento de pequenos negócios.
Na sua intervenção, a ministra Adélsia Almeida destacou que o acto representa o início de um processo contínuo de valorização e capacitação das famílias.
“É um primeiro momento para darmos início a um processo de valorização e trabalharmos de forma continuada, efectiva e sustentável no combate à pobreza”, afirmou a governante, sublinhando que a intervenção do Estado não se esgota na entrega do capital de arranque.
A titular da pasta da Família garantiu ainda que o Ministério continuará a acompanhar as beneficiárias na gestão dos seus negócios, defendendo a necessidade de criar mecanismos que permitam a transição da economia informal para a formal.
Por seu turno, o presidente da Câmara Municipal do Sal, Júlio Lopes, enalteceu a parceria entre o Governo, a autarquia e as entidades internacionais, salientando a importância de criar capacidade produtiva em detrimento do assistencialismo.
“Este programa visa dar uma cana de pesca em vez de dar o peixe todos os dias. Para quem tem capacidade de trabalhar, a melhor solução é apoiar a criação do seu pequeno negócio para gerar rendimentos sustentáveis”, declarou o autarca.
A mesma fonte alertou ainda para a necessidade de compensar os impactos sociais e ambientais do turismo na ilha para que os seus benefícios cheguem a todos os cabo-verdianos.
Em representação das formandas, Wilsi Correia partilhou o seu testemunho de superação, agradecendo o incentivo recebido para não desistir e destacando a aprendizagem adquirida em gestão financeira e do lar.
“Aprendi a maneira como se gere o dinheiro, como se gasta e como se ganha. Peço que nunca deixem este projecto morrer, porque há muita gente que só precisa de um 'empurrãozinho' para se levantar”, expressou.
Cada participante do Programa de Inclusão Produtiva beneficia de formação em gestão de pequenos negócios e educação financeira, de um apoio financeiro de 40 mil escudos para arranque ou reforço da actividade, além de acompanhamento técnico por seis meses.
A medida é complementada com subsídio para pagamento de creche, Rendimento Social de Inclusão (RSI) e acompanhamento familiar.
No município do Sal, a meta global do programa é atingir 120 beneficiários, estando já previsto o apoio a mais 40 pessoas no próximo ano.
A Inclusão Produtiva integra o Projecto Capital Humano, financiado pelo Banco Mundial no valor de 26 milhões de dólares americanos, enquadrado no PEDS II e na Ambição 2030, sendo implementado nos 22 municípios do país sob coordenação técnica da Direcção-Geral da Inclusão, Desenvolvimento e Protecção Social.
NA/ZS
Inforpress/Fim
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