
Espargos, 25 Mar (Inforpress) – Os Paços do Concelho do Sal acolhem, a partir de hoje, a exposição itinerante “35 Anos de Democracia e Liberdade em Cabo Verde”, uma iniciativa do Instituto do Arquivo Nacional (IANCV) para partilhar a história recente do país.
A cerimónia de abertura foi presidida pelo ministro da Cultura e das Indústrias Criativas, Augusto Veiga, que destacou a importância de levar esta mostra, apresentada inicialmente na Cidade da Praia em Janeiro, à ilha do Sal como primeira paragem do seu percurso itinerante.
“Fico muito contente com esta iniciativa do Instituto do Arquivo Nacional. Acredito que não há melhor lugar do que os Paços do Concelho para acolher esta exposição”, afirmou o governante, sublinhando que a mostra apresenta uma visão científica e “não partidarizada” da história de Cabo Verde.
Para Augusto Veiga, o acesso a esta informação é crucial para a formação da identidade nacional.
“Digo sempre que, se não soubermos de onde viemos, não saberemos para onde vamos. É um trabalho do Governo dar informação a toda a população, e é importante trazer as escolas e a sociedade civil para conhecerem este espaço”, reforçou.
Por sua vez, o presidente do IANCV, José Maria Borges, explicou que a exposição, composta por 20 painéis divididos em cinco secções, resulta de um "árduo trabalho" de investigação baseado em documentos de arquivo.
“Quisemos dar um olhar simples para a sociedade, para promover a reflexão e despertar o interesse para investigações mais profundas”, explicou, acrescentando que Cabo Verde ainda "carece de maior partilha e publicações", por envolver questões sensíveis e protagonistas ainda vivos.
A exposição retrata os antecedentes da abertura política (1975-1991), os aspectos económicos, culturais e políticos que marcaram a transição, bem como o papel das figuras políticas e dos partidos (PAIGC, PAICV, MpD e UCID) na construção do Estado democrático.
O presidente da Câmara Municipal do Sal, Júlio Lopes, que também interveio no acto, realçou que a autarquia está empenhada em criar elementos para a história, defendendo que os arquivos são a "base fundamental" para que as novas gerações conheçam o percurso do País.
“Só a partir de 1975 é que começamos a criar a nossa própria História e os nossos protagonistas. Muitos jovens não testemunharam estes eventos, e é possível conhecê-los agora através dos documentos e dos arquivos”, sublinhou o autarca.
A exposição “35 Anos de Democracia e Liberdade” deverá percorrer outras ilhas do arquipélago, mantendo o propósito de valorizar a memória colectiva e o processo de construção da democracia cabo-verdiana.
NA/ZS
Inforpress/Fim
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