
Espargos, Ilha do Sal, 14 Mai (Inforpress) – A autarquia salense acolheu hoje os representantes das nações africanas, participantes na conferência regional sobre os cuidados infantis, que terminou terça-feira, para partilhar as suas “políticas e práticas de sucesso” no domínio dos cuidados infantis.
O Salão Nobre da autarquia salense acolheu um vasto leque de figuras “proeminentes” do continente africano, ávidas por conhecerem o modelo implementado pelo município quando se trata de cuidados à pequena infância.
O presidente da Câmara Municipal do Sal, Júlio Lopes, deu as boas-vindas aos presentes, apresentando a ilha não só pelas suas belezas naturais e atractivos turísticos, mas também pelos desafios únicos que o rápido desenvolvimento do sector impõem.
"No Sal, tal como em muitas regiões africanas com forte crescimento económico, assistimos a um fenómeno migratório significativo”, explicou o edil.
"Pessoas de outras ilhas procuram oportunidades aqui, o que leva ao encerramento de escolas noutras zonas, enquanto nós enfrentamos uma crescente necessidade de mais escolas, jardins de infância e serviços de cuidados para as nossas crianças", explicou.
Já a vereadora da Educação na ilha, Maria João Brito, sublinhou que o objectivo desta apresentação foi destacar as abordagens pioneiras adoptadas pelo município nos cuidados infantis, visando fortalecer as políticas sociais de protecção à criança.
"A ilha do Sal é especial no contexto de Cabo Verde por ser uma ilha receptora", afirmou a vereadora, destacando que o desenvolvimento turístico traz, semanalmente, muitas famílias e, por isso, o município precisa de infra-estruturas educativas robustas para acolher todas as crianças que chegam ao Sal.
A política municipal para a infância assenta em cinco pilares bem definidos, alinhados com as directrizes nacionais para o sector.
Maria João Brito detalhou estes pilares sublinhando que a "estrutura municipal garante o acesso a cuidados para crianças dos 0 aos 6 anos, promove a universalização da educação pré-escolar, reforça os equipamentos sociais destinados a esta faixa etária, apoia as crianças com necessidades educativas especiais e fortalece institucionalmente as organizações da sociedade civil que trabalham nesta área", apresentou.
Esta partilha de conhecimento e a troca de experiências entre diferentes países africanos abrem caminho para o desenvolvimento de políticas mais eficazes e adaptadas às realidades de cada região, com o bem-estar das crianças no centro das prioridades.
De recordar que a conferência regional sobre os cuidados infantis, que terminou esta terça-feira na ilha do Sal, reuniu representantes de 17 países africanos sob o lema "investir nos cuidados infantis para o crescimento e desenvolvimento humano de África".
Os Governos presentes declararam um "compromisso firme" de colocar os cuidados infantis no centro das suas agendas de desenvolvimento do capital humano.
NA/HF
Inforpress/Fim
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