
Santa Maria, 26 Mar (Inforpress) – A primeira edição da Feira de Artesanato e Design (Urdi) no Sal arrancou sob o signo do optimismo, com os artesãos a manifestarem fortes expectativas quanto à dinâmica económica e visibilidade internacional que este novo palco pode proporcionar.
Mateus Ramalho, artesão da ilha de São Nicolau e veterano nas edições da Urdi, enalteceu a iniciativa do Ministério da Cultura em descentralizar o evento para uma ilha com maior fluxo turístico.
Segundo o criativo, na sua ilha natal a saída dos produtos é limitada e o seu trabalho ainda é pouco conhecido, pelo que espera um "grande feedback" e novas oportunidades de negócio neste palco que considera estratégico para a valorização do artesanato nacional.
No mesmo sentido, Renato Reis, em representação dos artesãos de São Vicente, sublinhou que a classe já aguardava por esta plataforma no Sal.
O artesão destacou que, por ser um local que recebe pessoas de "todas as latitudes", a feira constitui uma “oportunidade soberana” para que o artesanato cabo-verdiano possa ser projectado internacionalmente, ganhando novos mercados fora das fronteiras do arquipélago.
A identidade cultural foi outro ponto realçado durante o evento pelo especialista em tapeçaria Sota Coronel.
O artesão afirmou ter boas expectativas neste novo palco, notando que o público que tem visitado os stands demonstra satisfação ao encontrar produtos que carregam a identidade de Cabo Verde.
Para Sota Coronel, a Urdi no Sal abre portas para que a tapeçaria original e outros produtos tradicionais encontrem novas saídas comerciais junto de um público diferenciado.
Em representação da ilha anfitriã, o artesão Élio Silveira, especialista em trabalhos em madeira, mostrou-se satisfeito com a oportunidade dada aos artistas locais de estarem em contacto directo com colegas de outras ilhas para a troca de experiências.
O artesão defendeu que esta edição deve ser apenas o "pontapé de saída" para actividades do género na ilha do Sal, manifestando o desejo de que a marca Cabo Verde seja levada cada vez mais longe através da qualidade e autenticidade das peças expostas.
A Urdi Sal apresenta-se assim como um espaço de convergência entre a tradição e o design, onde a expectativa comum entre os expositores é a de que estes dias de feira resultem em ganhos reais para o sector e na consolidação do artesanato como um produto turístico de excelência.
NA/CP
Inforpress/Fim
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