Ilha do Sal: ARKIS reafirma compromisso com desenvolvimento do karaté na ilha depois de confirmada sua legalidade

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Ilha do Sal: ARKIS reafirma compromisso com desenvolvimento do karaté na ilha depois de confirmada sua legalidade
03/03/25 - 08:03 pm

Espargos, 03 Mar (Inforpress) – A Associação Regional de Karaté da Ilha do Sal (ARKIS) reafirmou hoje o seu compromisso com o desenvolvimento do karaté na ilha, depois do Tribunal da Comarca do Sal confirmar a legalidade da referida associação.

A decisão foi comunicada pelo presidente do conselho técnico da ARKIS, Daniel Pina, numa conferência de imprensa para dar a conhecer a decisão do Tribunal Judicial da Comarca do Sal, que em julgamento confirmou a legalidade da ARKIS, “derrubando alegações de que a associação teria sido criada de forma ilegal”.

“Ganhamos este processo com toda a documentação legal, que provou que a associação foi constituída de forma legal, clara e com toda a documentação necessária, portanto durante todo esse tempo funcionamos dentro da legalidade e toda a actividade feita, em nome da associação, também foi feita dentro da legalidade”, explicou.

Daniel Pina disse que agora espera que a Federação Cabo-verdiana de Karaté venha a reconhecer a ARKIS como “única e exclusiva” associação de Karaté da ilha do Sal.

“Isso também está no processo e coloca assim um ponto final nas discussões de qual é a associação que é legítima ou não (…) da nossa parte é continuar a fazer o nosso trabalho, apelando a outras escolas que estão fora da associação, a associarem-se como deve ser feita”, continuou.

Daniel Pina garantiu que a associação está aberta a todas as escolas de karaté na ilha, destacando que da parte da ARKIS não vai haver nenhum outro clima que não seja de apoio a esta modalidade.

“A ARKIS continuará a desempenhar um papel central no desenvolvimento da modalidade, promovendo a integração de atletas, treinadores e escolas de karaté em um ambiente de respeito e colaboração, trabalhando para garantir que o karaté continue a crescer em qualidade e quantidade”, disse.

Para a mesma fonte, embora tenha enfrentado desafios no processo judicial, a ARKIS está “comprometida em construir pontes com outras entidades” para promover uma gestão mais unificada e profissional do karaté no país.

Aquele responsável disse ainda que todas as actividades realizadas pela ARKIS, incluindo o Open Sal de Karaté 2024, foram financiadas de maneira transparente e com o apoio de entidades públicas responsáveis.

Destacou, entretanto, que o karaté a nível nacional tem assistido a uma “desunião” nunca vista no país e na história da modalidade e adianta que a federação não tem desenvolvido actividades, deixando essa responsabilidade apenas para as associações regionais.

“A Federação Nacional de Karaté e os próprios membros devem tomar uma iniciativa e deixar o karaté funcionar (…). A última direcção apenas cria dificuldades e não consegue desenvolver o plano de actividades, para conseguir cumprir o calendário”, continuou.

Pina concluiu, apelando a que lei da federação funcione ou que deixem os fazedores do karaté trabalhar para o desenvolvimento da modalidade a nível nacional.

NA/ZS

Inforpress/Fim

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