II Fórum de Investimento: Presidente República interina apela à transformação económica da África Lusófona

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II Fórum de Investimento: Presidente República interina apela à transformação económica da África Lusófona
26/10/26 - 01:58 pm

Santa Maria, Ilha do Sal, 26 Out (Inforpress) – A Presidente da República interina, Janira Hopffer Almada, apelou hoje, no Sal, à conversão do potencial dos países lusófonos em capacidade produtiva e autonomia, na abertura do Fórum de Investimento da África Lusófona. 

Sob o tema “Investir na África Lusófona: potenciar corredores, desenvolver o agronegócio e impulsionar um turismo sustentável”, a iniciativa é promovida pela Corporação Financeira Internacional (IFC), membro do Grupo Banco Mundial.

Reúne na ilha do Sal líderes governamentais, investidores, instituições financeiras e parceiros de desenvolvimento dos países africanos de língua portuguesa.

Durante o seu discurso, Janira Hopffer Almada destacou que o propósito central deste fórum deve ultrapassar as intenções e converter-se em progresso real para a região.

“Reúne-nos, aqui, um desafio decisivo: converter o potencial dos nossos países em capacidade produtiva, autonomia económica e prosperidade partilhada”, afirmou a chefe de Estado interina,

A mesma fonte sublinhou que a resposta exige instituições que inspirem confiança, políticas que deem rumo ao investimento e capacidade de execução, que transforme compromissos assumidos em “realizações efectivas e verificáveis”.

A Presidente interina sublinhou ainda que a “conjuntura global atual condiciona gravemente” os fluxos de capital e afeta sobretudo as pequenas economias insulares e abertas.

Neste âmbito, apontou as complementaridades da África Lusófona como um ativo transformador e defendeu a utilização da língua comum e dos laços históricos como “uma sólida base de confiança” para articular investimentos em sectores vitais, como transportes, logística, agronegócio, transição energética e turismo sustentável.

Sobre interligação sectorial, considerou que o agronegócio e o turismo se devem complementar.

“Em Cabo Verde, essa oportunidade ganha expressão quando a produção de uma ilha abastece os hotéis de outra”, indicou, até porque, sintetizou, o princípio é o mesmo, ou seja, aprofundar os vínculos entre o investimento e a economia que o acolhe, fazendo chegar uma parcela maior do valor gerado às empresas e às famílias.

Lembrou a vulnerabilidade dos pequenos Estados insulares para se referir à aplicação de mecanismos como o Índice de Vulnerabilidade Multidimensional e o Compromisso de Sevilha para adequar o acesso ao financiamento à real dimensão das economias locais. 

“A todos proponho uma ambição comum, que o capital aqui mobilizado se traduza em capacidade produtiva que permaneça, em trabalho digno que engrandeça e em prosperidade que se alargue e seja efectivamente sentida”, concluiu.

A cerimónia de abertura contou igualmente com as intervenções de Ethiopis Tafara, vice-presidente regional para África da IFC, e de Harold Tavares, diretor executivo do Grupo Banco Mundial.

NA/AA

Inforpress/Fim

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