
Cidade da Praia, 07 Abr (Inforpress) – O Hospital Universitário Agostinho Neto (HUAN) realizou hoje uma sessão clínica sobre a saúde materna e neonatal promovida pelo Serviço da Maternidade, com o objectivo de melhorar a assistência às mulheres grávidas e aos recém-nascidos.
Durante o evento, os profissionais de Saúde discutiram práticas clínicas, partilharam experiências e analisaram casos com foco na humanização dos serviços e na redução de complicações durante a gravidez, o parto e o pós-parto.
Em declarações aos jornalistas, o presidente do conselho de administração (PCA) do HUAN, Evandro Monteiro, revelou que nos últimos dois anos, o número de nascimentos no hospital sofreu uma “ligeira diminuição, situando-se abaixo dos três mil”.
Apesar da descida, o PCA apontou um aumento de 42,3% nos internamentos dos recém-nascidos, só em 2024.
Segundo o mesmo, 97% dos recém-nascidos internados no serviço de neonatologia do HUAN sobrevivem e regressam à casa com as suas famílias, o que representa um “indicador extraordinário, mesmo quando comparado com padrões internacionais”.
“Queremos garantir que as nossas práticas estejam alinhadas com os padrões actualizados”, salientou Evandro Monteiro, acrescentando que essas sessões permitem uma “reflexão profunda sobre o que estamos a fazer e onde podemos melhorar”.
Sublinhou ainda que o hospital tem feito “investimentos contínuos” na capacitação dos profissionais visando, não apenas, a parte técnica, mas também a “vertente humana no atendimento".
“A saúde materna exige sensibilidade e atenção redobrada. O nosso objectivo é oferecer às mulheres um ambiente seguro e acolhedor em todas as fases da gravidez”, acrescentou.
Por sua vez, a directora do Serviço da Maternidade, Iolanda Landim, explicou que a sessão clínica serve também para promover a “troca de conhecimentos” entre os diferentes profissionais envolvidos na assistência materno-infantil.
“Acreditamos que o trabalho em equipa, aliado à actualização constante, é fundamental para garantir uma resposta eficaz e humanizada”, referiu.
De acordo com a responsável, o HUAN tem registado avanços no acompanhamento das grávidas e dos recém-nascidos, mas ainda há desafios, como a necessidade de reforçar os meios técnicos e humanos para responder, com “maior eficácia”, às situações de risco.
“Estamos a trabalhar para reduzir ainda mais os indicadores de mortalidade materna e neonatal”, concluiu.
KF/LC//HF
Inforpress/Fim
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