Hantavírus: PM de Espanha e dos Países Baixos sublinham importância de cooperação internacional

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Hantavírus: PM de Espanha e dos Países Baixos sublinham importância de cooperação internacional
10/05/26 - 05:39 pm

Madrid, 10 Mai (Inforpress) - Os primeiros-ministros de Espanha e dos Países Baixos sublinharam hoje a importância da cooperação entre vários países que está a permitir o desembarque e repatriamento das pessoas do navio onde foi detetado hantavírus a partir das Canárias.

O navio de cruzeiro "MV Hondius", que tem bandeira neerlandesa, "chegou em segurança" hoje a Tenerife, no arquipélago espanhol das Canárias, a partir de onde passageiros e tripulação "vão continuar viagem de forma segura", depois de uma "avaliação médica", escreveu o primeiro-ministro dos Países Baixos, Rob Jetten, na rede social X.

"A saúde pública é uma prioridade", acrescentou Rob Jetten, que agradeceu às autoridades espanholas e ao primeiro-ministro de Espanha, Pedro Sánchez, "a boa e construtiva cooperação" entre os dois países "nos últimos dias", tornando possível a operação que está a decorrer em Tenerife.

Numa resposta de agradecimento ao homólogo neerlandês, Sánchez escreveu, também no X, que está em curso uma "operação de larga escala, que envolve numerosos atores", incluindo vários países, a União Europeia e a Organização Mundial da Saúde (OMS).

"Continuaremos a trabalhar de forma coordenada e em colaboração para garantir a saúde pública e segurança para os nossos cidadãos", acrescentou Sánchez.

Também o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, destacou hoje a liderança de Espanha e das autoridades de saúde de Tenerife nesta crise, que acredita estar a ser administrada "muito bem".

Tedros Adhanom Ghebreyesus que está em Tenerife a acompanhar a operação, disse acreditar que foram tomadas as medidas apropriadas para controlar o surto de hantavírus no navio de cruzeiros.

O "MV Hondius" chegou hoje de madrugada ao porto de Granadilla, em Tenerife, e a operação de desembarque de mais de 100 pessoas está a decorrer "com toda a normalidade e com todas as medidas de segurança", disse a ministra da Saúde de Espanha, Mónica García que destacou a "operação inédita, de envergadura internacional sem precedentes".

O navio chegou às Canárias com 147 pessoas de 23 nacionalidades que, depois da ancoragem no porto, começaram a ser retiradas, em lanchas, em pequenos grupos e organizadas por nacionalidades e países de destino.

Passageiros e tripulantes, com máscaras e fatos completos de proteção sanitária, estão a ser levados em veículos militares para o aeroporto de Tenerife Sul, a pouco mais de 10 quilómetros, e estão a ser deixados diretamente na pista, à entrada dos aviões que os transportam para os países de origem.

Estão a ser usados nos repatriamentos aviões fretados por vários países e outros da União Europeia, ao abrigo do mecanismo europeu de proteção civil.

A operação deverá terminar na segunda-feira à tarde, com a saída de um avião para a Austrália.

 Antes, durante a manhã de segunda-feira, o navio será reabastecido, também no porto de Granadilla, para poder seguir viagem até aos Países Baixos logo que terminarem os desembarques.

Para levar o navio até Roterdão não vão desembarcar nas Canárias pelo menos 30 tripulantes.

A OMS confirmou até agora seis casos de oito suspeitos de infeção com hantavírus em pessoas que viajaram neste barco. Três pessoas morreram e nenhum dos doentes ou suspeitos de estarem infetados estão já a bordo.

O barco viajava desde a Argentina até Cabo Verde, pelo Atlântico Sul, e suscitou um alerta sanitário internacional no passado fim de semana.

O hantavírus transmite-se geralmente a partir de roedores infetados. A variante detetada no paquete, o hantavírus Andes, é rara e pode transmitir-se de pessoa para pessoa. 

Inforpress/Lusa

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