Hantavírus: OMS mantém "baixo risco" para saúde pública

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Hantavírus: OMS mantém "baixo risco" para saúde pública
18/05/26 - 09:12 am

Roterdão, Países Baixos, 18 Mai (Inforpress) - A Organização Mundial de Saúde manteve a avaliação de "baixo risco" do surto de hantavírus, detectado no navio de cruzeiro Hondius, para a saúde pública.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) manteve este domingo a avaliação de “baixo risco” do surto de hantavírus, detetado no navio de cruzeiro Hondius, para a saúde pública.

Num boletim de avaliação de riscos publicado hoje, a OMS refere que “à luz das informações mais recentes disponíveis, o risco global continua a ser baixo“.

O navio de cruzeiro Hondius, onde foi detetado o primeiro caso, deverá atracar hoje em Roterdão, nos Países Baixos, com 27 pessoas da tripulação e dois elementos da equipa médica.

De acordo com a OMS, embora possam ainda surgir “outros casos entre os passageiros e os membros da tripulação” expostos antes de terem sido tomadas medidas de confinamento, o risco de transmissão “deverá ser reduzido após o desembarque e a implementação das medidas de controlo“.

Desde que o surto provocado pela variante dos Andes do hantavírus foi declarado pela OMS em 02 de maio, foram confirmados em laboratório oito casos de infeção e registaram-se três mortos.

A OMS considera que o risco é moderado para os ex-passageiros e tripulação do navio de cruzeiro, onde se detetou primeiro o vírus, e baixo para o restante da população no mundo.

A origem deste surto de hantavírus ainda é desconhecida, mas, segundo a OMS, a primeira contaminação deverá ter ocorrido antes do início da expedição a 01 de abril, pois o primeiro passageiro a morrer, um holandês de 70 anos, apresentou sintomas já a 06 de abril.

O período de incubação do vírus situa-se entre uma a seis semanas e não existe vacina nem tratamento específico contra o hantavírus, que pode provocar uma síndrome respiratória aguda.

A taxa de letalidade – percentagem de pessoas doentes que morrem após contrair a infeção – deste surto é, nesta fase, de 27%, segundo a OMS.

Inforpress/Lusa

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