Guia aponta falta de infraestruturas e fiscalização como entraves ao turismo de natureza em Santiago (c/áudio)

Inicio | Economia
Guia aponta falta de infraestruturas e fiscalização como entraves ao turismo de natureza em Santiago (c/áudio)
28/09/26 - 02:56 pm

Cidade da Praia, 28 Set (Inforpress)- A ilha de Santiago reúne condições naturais para ampliar o turismo de natureza, mas a falta de infraestruturas de apoio, segurança e fiscalização dos profissionais continua a condicionar o desenvolvimento deste segmento, segundo a guia Nilza Barros.

A preocupação foi expressa hoje à Inforpress pela guia de turismo profissional Nilza Barros, da Associação de Guias de Turismo da Ilha de Santiago, para quem a ilha reúne condições naturais para afirmar-se neste segmento, mas ainda carece de estruturas que acompanhem os percursos turísticos.

Segundo a profissional, Santiago dispõe de montanhas, vales, ribeiras, costa e comunidades com potencial para acolher diferentes experiências ligadas ao turismo de natureza, mas a ausência de equipamentos de apoio junto a alguns percursos condiciona a actividade.

Como exemplo, apontou o percurso da Serra da Malagueta, cuja caminhada pode durar cerca de três horas, salientando que a inexistência de um posto de saúde próximo constitui uma preocupação para quem conduz grupos em zonas montanhosas.

Acrescentou que, apesar de os guias receberem formação em primeiros socorros, é necessária uma estrutura de apoio que permita responder a eventuais situações de emergência.

Para Nilza Barros, a preparação dos percursos deve contemplar também sinalização adequada, equipamentos e outras condições que permitam ao visitante iniciar e concluir a caminhada com segurança.

A profissional colocou ainda em destaque a fiscalização da mesma actividade, considerando que a presença de pessoas sem formação específica a exercerem como guias pode afectar a credibilidade do destino.

“Temos formação de património e de segurança, para além de outras, e também participamos em acções de reciclagem promovidas pela Escola de Hotelaria e Turismo”, indicou.

Na sua perspectiva, o reconhecimento e acompanhamento dos profissionais devem ser articulados com uma fiscalização efectiva, de modo a permitir ao visitante distinguir os guias devidamente profissionalizados.

Para além da segurança, Barros defendeu uma maior articulação entre guias, agências de viagens e empresas de turismo, como forma de estruturar melhor as excursões e ampliar a oferta disponível na ilha.

Na sua leitura, Santiago possui recursos naturais suficientes para desenvolver o turismo de natureza, sendo necessário criar melhores condições para que esses recursos sejam transformados em experiências organizadas, seguras e capazes de estimular o regresso dos visitantes.

A guia apelou ainda aos turistas interessados em explorar os percursos da ilha a recorrerem a profissionais devidamente identificados e à Associação de Guias de Turismo de Santiago para obter informações e apoio na preparação das excursões.

KF/AA

Inforpress/Fim 

Partilhar