
Cidade da Praia, 29 Jul (Inforpress)- O Governo quer criar um gabinete de respostas integradas às doenças crónicas não transmissíveis para redução das patologias que levam à necessidade de diálise e outras complicações que exigem respostas complexas e desafiantes, foi anunciado.
Esta intenção foi manifestada pela directora Nacional da Saúde, Ângela Gomes, na abertura do acto central do 10º aniversário do Centro de Diálise do Hospital Universitário Agostinho Neto, na cidade da Praia.
Ângela Gomes adiantou que o Governo já elaborou o plano estratégico integrado das doenças crónicas não transmissíveis e os seus factores de risco, num esforço conjunto com a Organização Mundial de Saúde e “stakeholders” para criação deste gabinete.
Segundo a responsável, é preciso estruturar melhor e dar um “combate sério” às doenças crónicas não transmissíveis e os seus factores de risco, com o envolvimento da população, da sociedade e de todas as instituições.
Por outro lado, avançou que o Centro de Diálise trouxe ganhos “incomensuráveis” a nível de tratamentos dos doentes com doenças renais, sobretudo, em termos de oferta e de tratamento, qualidade de vida dos utentes, mesmo convivendo com uma doença crónica, e ainda a vantagem de ficarem mais próximos dos seus familiares e à sua sociedade.
Com isso, sustentou que é “extremamente importante” que o País e os profissionais de saúde reconheçam a capacidade que Cabo Verde teve a nível deste “grande desafio e complexidade”, que exige profissionais formados na área, uma criação de equipas, para garantir a sustentabilidade, a qualidade e a segurança de todo esse processo que é “muito fino e rico", para manter a vida de uma pessoa.
Segundo informou, a insuficiência renal crónica é uma das problemáticas que antecipam a mortalidade, ou seja, causam mortalidade prematura, que afectam as pessoas abaixo dos 50 anos, ou seja, a maioria dos pacientes que fazem o diálise no país estão com a idade abaixo dos 50 anos.
Além disso, apontou ainda que 70% das pessoas que fazem diálises devido a insuficiências renais são devido a diabetes, hipertensão arterial, e aos outros factores de risco ligados ao comportamentos, hábitos e condições de vida que levam durante o percurso de vida.
Por seu turno, o encarregado de Negócios da Embaixada de Portugal, em Cabo Verde, Nuno Félix, disse que é" importante reconhecer" a capacidade e o empenho das autoridades cabo-verdianas em colocar este projeco a funcionar.
O diplomata considerou que este centro é um projeto "exemplar" da cooperação entre Cabo Verde e Portugal, que, conforme disse, são países irmãos e com uma história de cooperação “muito intensa” que tem de continuar.
DG/JMV
Inforpress/Fim
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