Cidade da Praia, 24 Jan (Inforpress) – A ministra da Saúde, Filomena Gonçalves, avançou hoje que o processo para introdução da vacina contra a dengue está em curso, apontando a complexidade da vacina e a necessidade de estudos internos para a sua implementação.
“Em relação à vacina de dengue, é uma vacina complexa e exigente, que exige elaboração aqui internamente de estudos antes da entrada da vacina, mas o processo está em curso”, afirmou a governante, no final do encontro com os sindicatos dos profissionais de saúde.
Segundo a governante, a introdução da vacina em Cabo Verde requer uma análise detalhada para garantir a segurança, o que exige a elaboração de estudos.
A ministra aproveitou ainda para sublinhar que Cabo Verde está na recta final da actual epidemia de dengue, graças aos esforços conjuntos de prevenção e combate.
Por outro lado, destacou os esforços na manutenção da certificação sanitária, reforço de equipas de prevenção de doenças transmitidas por mosquitos, tendo apelado à colaboração da população no combate aos viveiros.
"Já fizemos aqui muitos investimentos, e estaremos a melhorar cada vez mais, temos uma equipa preparada para o próximo período das chuvas, porque nós sabemos que são doenças transmitidas por mosquitos vectores e nós temos que agir na prevenção, combatendo esses mosquitos”, apontou.
Na ocasião, a governante reconheceu que a falta de profissionais de saúde é um problema global, agravado após a pandemia de Covid-19, e que apesar dos esforços do Governo para reforçar o sector o desafio ainda persiste.
Adiantou que nos últimos dois anos, 46 novos médicos integraram no sistema de saúde, mas enquanto uns entram, outros saem para especialização mantendo o sector em constante desafio.
Filomena Gonçalves destacou ainda a importância de formar clínicos gerais no país, apontando que os formandos que concluíram a formação em Cabo Verde já estão todos a trabalhar, realçando que esta medida é fundamental para colmatar parte das necessidades e reforçar o sistema.
Além disso, o Governo tem estado a apostar em iniciativas de cooperação internacional que têm sido “fundamentais” para suprir a falta de especialistas e assegurar deslocações médicas a ilhas sem hospitais centrais, como a Boa Vista.
Questionado sobre uma estrutura hospitalar para a ilha da Boa Vista, a governante assegurou que o processo de entrada de empresas privadas no mercado da ilha está em andamento de modo a alavancar novos investimentos.
Explicou que o plano estratégico, que está a ser desenvolvido em parceria com o Banco Africano de Desenvolvimento, visa fortalecer a complementaridade entre o sector público e privado no sistema de saúde, seguindo as orientações da Organização Mundial de Saúde.
A ministra da Saúde revelou ainda avanços no processo de montagem financeira do novo hospital de Santiago, que será um marco no reforço da infra-estrutura de saúde do país.
AV/ZS
Inforpress/Fim
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