Governo apela novos médicos para permanecerem em Cabo Verde e contribuírem para o Sistema Nacional de Saúde

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Governo apela novos médicos para permanecerem em Cabo Verde e contribuírem para o Sistema Nacional de Saúde
25/09/26 - 07:59 pm

Cidade da Praia, 25 Set (Inforpress) - O secretário de Estado da Saúde apelou hoje aos 17 novos médicos formados pela Uni-CV para que considerem Cabo Verde como espaço para construir as suas carreiras e contribuir para o desenvolvimento do sistema nacional de saúde.

O apelo foi feito no final desta tarde, durante a cerimónia de Outorga de Grau aos finalistas do Mestrado Integrado em Medicina, que decorreu na Universidade de Cabo Verde (Uni-CV), na cidade da Praia, ocasião em que Artur da Veiga destacou o desafio de formar, valorizar e reter profissionais de saúde no país.

“Cabo Verde não está alheio a este desafio. O nosso país precisa de vós. Precisa do vosso conhecimento, da vossa energia, da vossa capacidade de inovação, do vosso compromisso com as pessoas e com as comunidades que mais necessitam de cuidados de saúde”, afirmou.

O governante reconheceu que cada profissional fará as suas próprias escolhas pessoais e profissionais, num contexto de crescente mobilidade internacional, mas lançou aos recém-formados o desafio de olharem para Cabo Verde não apenas como o país onde nasceram e estudaram, mas também como “um espaço onde podem construir carreiras de excelência e deixar um legado duradouro”.

“Por isso deixo-vos aqui esse pedido. Não deixem o nosso país”, apelou, desejando-lhes sucesso profissional.

Segundo Artur Veiga, o desenvolvimento do sistema de saúde cabo-verdiano dependerá, em grande medida, da capacidade de atrair, desenvolver e reter profissionais qualificados, o que, considerou, exige um “compromisso de dupla via”.

De um lado, explicou, cabe ao Governo continuar a criar melhores condições de trabalho e de valorização profissional e, do outro, aos profissionais colocar os seus conhecimentos e talentos ao serviço do desenvolvimento nacional.

O secretário de Estado da Saúde recordou a sua participação, num encontro regional realizado na África do Sul, no mês de Agosto, promovido por parceiros da saúde em África, onde a formação e retenção de profissionais de saúde estiveram entre as principais preocupações debatidas.

“Chegou-se a uma conclusão clara. África já não enfrenta apenas um desafio de formação. O grande desafio é garantir que os profissionais que formam conseguem manter, valorizar e integrar os respectivos sistemas nacionais de saúde”, afirmou, explicando que os países africanos investem anualmente na formação de profissionais de saúde, mas muitos acabam por procurar oportunidades no estrangeiro, criando lacunas nos sistemas nacionais e limitando a capacidade de resposta às necessidades das populações.

O governante enalteceu os avanços de Cabo Verde nos indicadores de saúde promovidos por sucessivas gerações de profissionais, alertando, contudo, para os desafios actuais do sector, como o envelhecimento populacional, a carga de doenças transmissíveis e não transmissíveis, a saúde mental e a necessidade de expandir os serviços especializados e a inovação.

Diante deste cenário, ressaltou que o país deposita grandes expectativas nos recém-formados, exigindo médicos que combinem competência técnica com ética, humanismo e um forte compromisso com o Serviço Nacional de Saúde.

Artur Veiga reafirmou a intenção do Governo em valorizar a classe médica e reforçar a formação e as condições de trabalho, sublinhando que a medicina exige aprendizagem contínua, espírito crítico e empatia no cuidado ao paciente.

DG/CP

Inforpress/Fim

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