
Cidade da Praia, 05 Ago (Inforpress) – O ministro Clóvis Silva anunciou hoje mudanças na comunicação social do Estado, incluindo alterações legislativas, mas garantiu que o Governo vai ouvir profissionais e actores do sector antes de avançar com qualquer reforma estrutural.
O governante explicou que o Governo pretende primeiro ouvir as estruturas e os profissionais da comunicação social antes de avançar com qualquer alteração, à semelhança do procedimento adoptado noutras instituições públicas.
“Vamos articular internamente, conversar com as pessoas”, afirmou Clóvis Silva, salientando que o Governo não quer promover mudanças que criem desentendimentos ou dificuldades entre os profissionais e as estruturas existentes.
O ministro da Justiça, Presidência do Conselho de Ministros, Assuntos Parlamentares e Comunicação Social fez estas considerações ao ser instado, à margem da tomada de posse da nova directora nacional da Polícia Judiciária, sobre eventuais mudanças a nível dos órgãos públicos da comunicação social.
Questionado sobre a necessidade de alterar a lei, designadamente no que respeita ao modelo de designação do conselho de administração da RTC e dos directores da Rádio e da Televisão públicas, o ministro confirmou que algumas alterações legislativas serão necessárias.
“Temos que fazer algumas alterações, sim, à lei”, afirmou, esclarecendo, contudo, que o objectivo é garantir que “todos dentro da estrutura se sintam representados”.
Para o ministro, o processo deve envolver todos os intervenientes do sector, numa lógica de construção conjunta das soluções para a comunicação social cabo-verdiana.
“Temos sobre a mesa esta necessidade de conversarmos, termos do outro lado da mesa todos os actores do sector da comunicação social para que, connosco, nos ajudem a desenhar o que é que melhor servirá à comunicação social de Cabo Verde”, declarou.
Clóvis Silva garantiu ainda que o Governo não pretende agir com pressa, defendendo que as alterações devem ser “devidamente alinhadas, tanto internamente como com as estruturas da comunicação social”.
A posição do governante aponta para uma revisão do actual modelo de funcionamento da comunicação social do Estado, num processo que deverá envolver mudanças legais e institucionais, mas que o Executivo pretende construir com a participação dos profissionais e demais actores do sector.
LC/AA
Inforpress/Fim
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