Fuga de Reclusos: Direcção-geral dos Serviços Prisionais admite falha de segurança

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Fuga de Reclusos: Direcção-geral dos Serviços Prisionais admite falha de segurança
13/05/26 - 07:53 pm

Cidade da Praia, 13 Mai (Inforpress) – O director-geral dos Serviços Prisionais admitiu que a fuga de dois reclusos em Abril do estabelecimento prisional da Praia resultou de uma “falha de segurança”, assegurando que o caso está a ser analisado para evitar novas ocorrências.

Odair Pedro reagia à imprensa, à margem de uma conferência de imprensa, na sequência do anúncio de pré-aviso de greve das associações sindicais dos agentes de segurança prisional.

“Nós defendemos que uma fuga, uma invasão, reflecte, obviamente, uma falha de segurança, uma falha de cumprimento de um protocolo ou de um procedimento de segurança dentro de uma instituição prisional e que carece de tomada de decisões”, afirmou.

Segundo avançou, o processo de averiguação decorre sob responsabilidade de uma entidade externa, com o objectivo de garantir transparência na análise dos factos e identificar eventuais vulnerabilidades no sistema prisional.

O director-geral dos Serviços Prisionais sublinhou que, concluído o processo, o Ministério da Justiça irá avaliar as recomendações resultantes do inquérito e decidir sobre possíveis medidas a adotar, por forma a evitar novas ocorrências.

Questionado sobre denúncias de alegados maus-tratos aos reclusos após a fuga, o responsável defendeu que a dignidade humana deve ser respeitada mesmo em situação de privação de liberdade.

“Se isso corresponder à verdade, medidas deverão ser tomadas”, afirmou, acrescentando que os serviços poderão deslocar equipas ao estabelecimento prisional para averiguar as denúncias.

Reiterou ainda o compromisso das autoridades com a humanização do sistema prisional e a protecção da integridade física dos reclusos.

Os dois reclusos que fugiram da Cadeia Central da Praia na madrugada de quarta-feira, 22 de Abril, foram capturados na noite de quinta-feira seguinte, após uma operação conjunta envolvendo a Polícia Nacional, a Polícia Judiciária e agentes de segurança prisional.

Após a captura, os indivíduos foram reconduzidos ao estabelecimento prisional, para responder perante as instâncias judiciais.

Segundo Odair Pedro, o sistema prisional cabo-verdiano conta atualmente com cerca de 2.500 reclusos e 263 agentes de segurança prisional distribuídos pelas cadeias do país.

ET/AA

Inforpress/Fim 

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