“Gratuitidade do ensino superior é um alívio para a Universidade de Cabo Verde” – reitora

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“Gratuitidade do ensino superior é um alívio para a Universidade de Cabo Verde” – reitora
18/09/26 - 12:21 pm

Mindelo, 18 Set (Inforpress) – A reitora da Universidade de Cabo Verde (Uni-CV) considerou hoje, no Mindelo, que a gratuitidade do ensino superior constitui “um alívio” para a instituição, tendo em conta a sua “elevada dependência das propinas” dos estudantes.

Astrigilda Silveira falava após dar posse à nova vice-reitora para o Planeamento Estratégico, Avaliação e Transformação Institucional, Maria Zenaida Leite.

A reitora informou que a gratuitidade abrange os cursos de Licenciatura, os cursos de Estudos Superiores Profissionalizantes e o curso de Mestrado Integrado em Medicina.

“Para a Universidade de Cabo Verde é muito bom porque nós dependemos 64,2 por cento (%) da propina dos estudantes e o Estado participava com 32% do nosso orçamento de funcionamento. Portanto, é um alívio”, afirmou.

Segundo a reitora, a medida representa uma mudança no financiamento da instituição, pelo que a Uni-CV está a trabalhar os seus documentos estratégicos e a organizar-se internamente para apoiar o Governo no cumprimento das metas estabelecidas no seu programa.

Questionada sobre se a gratuitidade significa que o Governo vai assumir o pagamento das propinas dos estudantes abrangidos pela medida, Astrigilda Silveira respondeu que, havendo isenção de propinas para os níveis de ensino referidos, caberá ao Estado assumir esse encargo.

A reitora referiu ainda que a Uni-CV está a trabalhar na revisão dos seus estatutos, processo que deverá definir as unidades orgânicas da instituição e orientar o seu futuro rearranjo.

“Quando assumimos a Universidade de Cabo Verde, deixamos muito bem claro no nosso programa de acção de candidatura que nós deveríamos definir uma missão da universidade na Praia, em Cruz Grande, na Assomada, em São Vicente e no Centro Recurso Integrado nas ilhas do Fogo e Brava”, explicou.

Para São Vicente, avançou, a intenção é definir uma missão adequada às especificidades da ilha e da região do Barlavento.

“Nós queremos uma missão para São Vicente que seja adequada ao contexto da ilha e à região do Barlavento”, afirmou Astrigilda Silveira, para quem o resultado da revisão dos estatutos deverá estar concluído no próximo mês.

Segundo a reitora, essa revisão está a ser feita com auscultação da comunidade académica interna e de intervenientes externos, seguindo-se a discussão e aprovação no Conselho da Universidade e um diálogo estratégico com o Governo.

Sobre a possibilidade de integração dos institutos da Universidade Técnica do Atlântico (UTA) na Uni-CV, anunciada recentemente pelo ministro da Educação durante uma visita a São Vicente, a reitora afirmou que a decisão caberá aos órgãos competentes da universidade.

“Nós temos o Conselho Máximo da Universidade de Cabo Verde, a quem caberá decidir sobre o destino da Universidade de Cabo Verde”, declarou a mesma fonte que, no entanto, garantiu que a instituição está disponível para dialogar com o Governo sobre o futuro do ensino superior em Cabo Verde e para a região do Barlavento.

CD/AA

Inforpress/Fim 

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