Fotógrafa holandesa constrói percurso marcado pela sua inspiração em Cabo Verde

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Fotógrafa holandesa constrói percurso marcado pela sua inspiração em Cabo Verde
03/05/26 - 12:10 pm

Cidade da Praia, 03 Mai (Inforpress) - A fotógrafa holandesa Dominique Chandreperkash, que descobriu a paixão pela imagem ainda na infância, tem Cabo Verde como uma das suas principais fontes de inspiração.

Afirma-se hoje com um trabalho centrado na emoção e na proximidade com as pessoas.

O seu interesse pela fotografia surgiu ainda em idade jovem, quando fazia questão de levar a câmara para todos os lugares, registando momentos do quotidiano com amigos, colegas e familiares.

Em declarações à Inforpress, a artista recordou que começou por fotografar a irmã mais nova e pessoas próximas no ambiente escolar, numa fase em que a fotografia era apenas uma forma de expressão pessoal.

Com o tempo, esse interesse evoluiu para uma dedicação mais séria, levando-a a aprofundar conhecimentos e a enveredar profissionalmente pela área.

Segundo explicou, o seu trabalho distingue-se pela forte componente emocional e pela relação directa que estabelece com as pessoas que fotografa.

“Só faço fotografias quando sinto uma ligação”, disse, sublinhando que segue sobretudo a intuição e o “coração” no momento de captar imagens.

A artista define Cabo Verde como um espaço de “grande inspiração”, afirmando que se mantém constantemente atenta ao ambiente envolvente, pronta para registar histórias e expressões do quotidiano.

“Quando estou aqui, estou sempre com a minha câmara e procuro interagir com as pessoas antes de fotografar”, referiu.

Um dos reflexos dessa ligação ao arquipélago é a realização de uma exposição inteiramente dedicada a Cabo Verde. Movida pelo apreço pela cultura cabo-verdiana, Dominique promoveu uma mostra composta exclusivamente por fotografias de cabo-verdianos, destacando rostos, expressões e histórias do quotidiano.

A exposição decorreu de 24 de Abril a 01 de Maio, na Cidade da Praia, reunindo um conjunto de imagens que evidenciam a diversidade e identidade cultural do país.

No plano internacional, Dominique revelou que já realizou trabalhos em cidades como Amesterdão e tem em preparação novas exposições em Roterdão, onde reside uma significativa comunidade cabo-verdiana.

Boston, nos Estados Unidos, é outro dos destinos em perspectiva, pelo mesmo motivo. Em Cabo Verde, São Vicente integra igualmente os seus planos de expansão artística.

Relativamente ao papel das mulheres na fotografia, Dominique reconheceu que historicamente a área foi dominada por homens, mas disse “não sentir diferenças” no exercício da profissão, salientando que o mais importante é a paixão pelo trabalho e a capacidade de estabelecer empatia com as pessoas retratadas.

No seu entender a proximidade emocional pode ser uma mais-valia no processo criativo, permitindo captar imagens mais autênticas e significativas.

Dirigindo-se às mulheres que hesitam em seguir carreira na fotografia, deixou uma mensagem de incentivo, defendendo que devem apostar naquilo que realmente gostam. “Se fizerem o que amam, vão ser boas nisso e poderão até viver dessa paixão”, afirmou.

Dominique manifestou ainda o desejo de continuar a levar o seu trabalho a diferentes países, promovendo exposições que valorizem a diversidade cultural e reforcem a ligação entre comunidades, com destaque para Cabo Verde, que considera um dos principais pilares do seu percurso artístico actual.

CG/SR//ZS

Inforpress/Fim

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