Fórum Cultural do Sal: Autarquia e classe artística defendem metas concretas e maior ligação ao turismo

Inicio | Cultura
Fórum Cultural do Sal: Autarquia e classe artística defendem metas concretas e maior ligação ao turismo
26/07/26 - 01:16 pm

Santa Maria, 26 Jul (Inforpress) – A vereadora da Cultura da Câmara Municipal do Sal e o representante dos artistas defenderam, este sábado, 25, em Santa Maria, que recomendações do 1.º Fórum Cultural do Sal devem traduzir-se em acções concretas e mensuráveis.

O compromisso foi reforçado no acto de encerramento da primeira edição do evento que, durante três dias, reuniu sob o lema "Nôs Cultura, Nôs Identidade, Nôs Orgulho" artistas, agentes culturais, académicos, criativos e a comunidade para debater e traçar caminhos para a valorização da cultura cabo-verdiana.

Discursando no encerramento, a vereadora da Cultura da Câmara Municipal do Sal, Viviana Mendes, garantiu que as propostas apresentadas não ficarão "engavetadas" em relatórios ou actos, garantindo o envolvimento da equipe camarária em “analisar, priorizar e transformar” as contribuições em políticas públicas efectivas para o sector.

Contudo, Viviana Mendes sublinhou que a materialização do plano de acção exige o envolvimento conjunto e uma visão holística de toda a sociedade.

"Este compromisso tem de ser de todos: instituições públicas, agentes culturais, artistas, associações, sector do turismo, sector privado e sociedade civil. Só assim, conseguiremos alcançar os objectivos traçados", salientou a responsável municipal, apontando para a necessidade imperiosa de uma simbiose entre a cultura e o turismo na ilha do Sal.

Para a vereadora, turismo e cultura "precisam caminhar lado a lado". 

Se por um lado o turismo encontra na cultura a sua prosperidade, por outro, a cultura ganha no turismo uma janela para gerar emprego, rendimento, valorizar o património e dar projecção internacional aos criadores cabo-verdianos.

Mendes defendeu a criação de espaços permanentes de diálogo, o reforço da presença cultural na oferta hoteleira, a promoção da música ao vivo e do artesanato, assim como o incentivo à formação artística para que os talentos possam "viver da sua arte com dignidade", garantindo que a inovação económica nunca se faça em prejuízo da identidade do povo.

Por sua vez, o representante dos artistas, Ivanilson Andrade, expressou um sentimento de "dever cumprido" pelo espaço de partilha criado durante o evento, mas frisou a urgência de se estabelecer um cronograma claro e metas a curto e médio prazo para aferir os resultados práticos das deliberações.

Ivanilson Andrade sugeriu que, num prazo de seis meses a partir do encerramento do fórum, a autarquia e a classe artística avaliassem os avanços concretos feitos em áreas como o teatro, os eventos, o carnaval e as artes plásticas.

Entre as prioridades imediatas propostas pelos criadores à autarquia, o representante destacou o pedido de um novo modelo de funcionamento e horário para a Casa da Arte, melhorias na iluminação, aprimoramento do espaço e maior envolvimento de artes e artistas plásticos no local.

Para além da vertente profissional, o representante da classe artística lembrou que a "cultura é um porta-voz social" e apelou aos fazedores de arte que utilizem as suas disciplinas, como a música e a dança, para impactar positivamente a comunidade e formar as camadas mais jovens, localizadas de inspiração para as novas gerações.

O primeiro Fórum Cultural do Sal encerrou assim a sua “edição piloto” com o apelo conjunto de que as ideias partilhadas se convertessem em projectos, parcerias sólidas e políticas consistentes para o desenvolvimento sustentável da ilha do Sal e de Cabo Verde.

NA/HF

Inforpress/Fim

Partilhar