
Chã das Caldeiras, 29 Set (Inforpress) – O turismo de natureza assume uma importância estratégica para Cabo Verde, ao permitir valorizar paisagens, áreas protegidas, agricultura, gastronomia, cultura e modos de vida, afirmou hoje o secretário de Estado do Turismo, José Pimenta Lima.
Ao intervir na cerimónia de abertura da IV Conferência Internacional de Turismo Rural e de Natureza, que decorre em Chã das Caldeiras, Fogo, José Pimenta Lima defendeu que o país deve continuar a diversificar a sua oferta turística e afirmar-se como um destino de “Dez ilhas, dez identidades e inúmeras oportunidades”.
Depois das conferências realizadas em Santo Antão (2023), São Nicolau (2024) e Santiago (2025), o governante destacou as condições particulares do Fogo para o desenvolvimento dos segmentos de turismo de natureza, rural, aventura e enoturismo.
“O desafio é transformar o potencial em produtos turísticos cada vez mais estruturados, qualificados, sustentáveis e inovadores”, afirmou.
Sublinhou que o crescimento do turismo não deve ser medido apenas pelo aumento do número de visitantes, mas também pelo valor gerado nos territórios, pelas oportunidades para as comunidades, emprego e rendimento.
Segundo José Pimenta Lima, a aposta no turismo de natureza permite reduzir a concentração da oferta no modelo tradicional de sol e praia e criar condições para que outras ilhas participem de forma mais activa na dinâmica turística nacional.
No caso do Fogo, defendeu um turismo capaz de valorizar agricultores, produtores, guias, artesãos, empresários e jovens, gerando oportunidades para as comunidades locais.
Para isso, apontou a necessidade de qualificação das pessoas e da oferta, melhoria das infraestruturas de alojamento e mobilidade, protecção ambiental e criação de melhores condições para o investimento.
Sob o lema “Turismo sustentável: a era da transformação digital e preservação da natureza”, a conferência aborda também o papel da inovação e da inteligência artificial no sector.
O secretário de Estado considerou que as novas tecnologias podem agilizar serviços, facilitar o acesso à informação, aumentar a eficiência dos operadores e melhorar a experiência dos visitantes, através, nomeadamente, da personalização de experiências e roteiros.
“Queremos transformar folhetos em pesquisas, pesquisas em reservas, reservas em viagens e turismo em verdadeiro desenvolvimento para o país”, afirmou.
Para o secretário de Estado, o Fogo “tem muito para oferecer ao mundo”, cabendo agora transformar esse potencial em oportunidades concretas através de novas parcerias, investimentos, conhecimento e soluções inteligentes.
José Pimenta Lima apelou, por isso, a que a conferência seja não apenas um espaço de diálogo, mas também de compromisso e acção, contribuindo para fazer do turismo de natureza um motor de desenvolvimento sustentável, inovação, inclusão territorial e valorização das comunidades.
JR/AA
Inforpress/Fim
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