
São Filipe, 27 Abr (Inforpress) – A Inteligência Artificial (IA) está a redefinir a forma como os negócios são concebidos, implementados e geridos, afirmou hoje o engenheiro Juvenal Carvalho orador do workshop empresarial promovida pela empresa Alou, em São Filipe.
Juvenal Carvalho, engenheiro de telecomunicações e de computação, mestrado em transformação digital deixou esta a mensagem durante a sua intervenção como orador no workshop empresarial promovido pela empresa de telecomunicações Alou, no âmbito das celebrações do Dia do Município e da Bandeira de São Filipe.
Segundo o especialista em transformação digital, a IA já exerce um impacto significativo nos modelos de negócio tradicionais, em particular no conhecido Business Model Canvas, que organiza a estrutura empresarial em nove blocos essenciais, desde a proposta de valor até aos segmentos de clientes.
Com a introdução da inteligência artificial, explicou, esse modelo evoluiu, passando a integrar novos elementos, como dados, modelos e a interacção entre o ser humano e os sistemas inteligentes, ampliando para onze blocos a estrutura de análise.
Juvenal Carvalho destacou que este avanço representa uma oportunidade estratégica, sobretudo para micro, pequenas e médias empresas, realidade predominante em Cabo Verde e na ilha do Fogo.
A IA permite optimizar processos, reduzir custos e, principalmente, personalizar produtos e serviços de acordo com as necessidades específicas de cada cliente.
“Estamos a falar de uma tecnologia que impacta, directamente, a forma como os produtos são desenhados e ajustados aos diferentes perfis de consumidores”, sublinhou.
Apesar do forte impacto, o engenheiro fez questão de esclarecer que a decisão final continua a ser humana.
A validação, os testes e a definição de estratégias permanecem sob responsabilidade das pessoas, reforçando a ideia de que a IA é uma ferramenta de apoio e não um substituto do pensamento humano.
O workshop teve um carácter estratégico e acessível, procurando desmistificar a inteligência artificial e orientar empresários sobre os primeiros passos para a sua adopção e referiu que a abordagem foi pensada para ser aplicável a qualquer tipo de negócio, independentemente da sua dimensão.
Quanto ao futuro do trabalho, Juvenal Carvalho rejeitou a ideia de que a IA substituirá os seres humanos e, pelo contrário, defendeu que a tecnologia tende a eliminar tarefas repetitivas, permitindo que as pessoas se concentrem em actividades mais criativas e de maior valor acrescentado.
No entanto, alertou que a adaptação será crucial e quem não acompanhar a evolução pode perder espaço, mas aqueles que se ajustarem irão criar novas oportunidades e até gerar mais empregos.
A intervenção reforça que a inteligência artificial não é apenas uma tendência tecnológica, mas um factor decisivo para a competitividade empresarial, exigindo pro-actividade, aprendizagem contínua e capacidade de inovação por parte das organizações e profissionais.
JR/HF
Inforpress/Fim
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