
São Filipe, 22 Set (Inforpress) – O deputado nacional eleito pelo círculo do Fogo, Filipe Santos, exigiu hoje “respostas imediatas” das autoridades face aos cortes no fornecimento de energia eléctrica e aos constrangimentos no abastecimento de água que afetam toda a ilha.
Em comunicado sobre “crise de energia e água no Fogo exige respostas imediatas”, o deputado que afirma estar “longe da ilha, mas não ausente”, defende a implementação de um plano de emergência para ultrapassar a situação.
Sobre a situação, Filipe Santos considerou que os cortes de energia e as falhas no abastecimento de água estão a afectar famílias, empresas, comércio, restauração, serviços de saúde, agricultura e pequenos negócios.
O parlamentar lembrou que, em 23 de Abril, a EDEC anunciou o fim dos cortes programados no Fogo, após a entrada em funcionamento de um grupo gerador de 1.400 quilowatts na Central Única de São Filipe, tendo sido também anunciada a chegada de um segundo grupo com a mesma potência e a recuperação de dois grupos principais de 1.600 quilowatts.
Face aos novos constrangimentos, Filipe Santos considera necessário que o Governo, a EPEC e a EDEC esclareçam a situação dos equipamentos e apresentem um calendário para a reposição da normalidade.
O deputado questionou igualmente o ponto de situação da central fotovoltaica de Sul de São Filipe, projecto que prevê 1,4 megawatts de produção solar e uma bateria de dois megawatts-hora, num investimento estimado em cerca de três milhões de euros e defendeu a divulgação da execução física e financeira da obra e de uma data para a sua conclusão.
Filipe Santos criticou ainda o que considera ser o silêncio de responsáveis políticos e autárquicos perante a actual situação, recordando posições anteriormente assumidas por Fábio Vieira, Nuias Silva e Luís Nunes sobre problemas energéticos no Fogo.
Entre as medidas propostas, o deputado exige um relatório técnico, no prazo de 48 horas, sobre a capacidade disponível, equipamentos avariados, causas dos cortes e prazos de reparação.
Propõe também informação sobre os geradores anunciados, um plano conjunto de emergência entre EPEC, EDEC e Águabrava, com prioridade para hospitais, centros de saúde e sistemas de bombagem de água, além de um mecanismo para registo de prejuízos causados pelos cortes.
A quinta medida defendida é a publicação de um calendário para a conclusão da central solar do Sul de São Filipe, incluindo a execução física e financeira do projecto.
O deputado anunciou ainda que levará a situação ao Parlamento e exigirá explicações ao ministro responsável e às empresas do sector, defendendo que as populações do Fogo devem ter acesso regular aos serviços de energia e água.
JR/CP
Inforpress/Fim
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