
São Filipe, 24 Set (Inforpress) – A Associação Projecto Vitó inicia hoje uma campanha de fixação de mais de seis mil plantas endémicas e florestais no interior do perímetro florestal de Monte Velha, numa intervenção que se prolonga até segunda-feira, 28.
A iniciativa, desenvolvida em parceria com a Associação Comunitária de Montinho, vai abranger o troço entre Fernão Gomes e Caliprona, no acesso a Montinho, e enquadra-se no plano de actividades do Programa de Plantas Endémicas da Associação Projecto Vitó, que anualmente promove acções de recuperação de áreas degradadas e produção de plantas endémicas em viveiro.
Segundo o coordenador do Programa de Plantas Endémicas, José Luís, a intervenção prevê a fixação de cerca de 6.000 plantas, entre espécies endémicas e florestais, visando contribuir para a recuperação de áreas degradadas e reforçar a participação das comunidades locais na conservação dos recursos naturais.
Do total previsto, mais de 2.700 são plantas endémicas, com destaque para mais de mil pés de tortolho, 500 de losna e 300 de piorno.
Serão ainda fixadas 3.098 plantas florestais, incluindo 2.003 pés de gravilha, 930 de cupresso, 200 de mimosa e 100 de alfarrobeira.
A campanha está enquadrada em duas iniciativas de conservação da biodiversidade: o projecto “reforço do envolvimento das comunidades na conservação da flora endémica em Cabo Verde”, desenvolvido pelo Programa de Plantas Endémicas, e o projecto “proteção dos recursos naturais da Ilha do Fogo – sensibilização e envolvimento da comunidade na nova reserva da biosfera da Unesco”, do Programa Reserva da Biosfera.
José Luís explicou que a intervenção pretende, além da restauração ecológica, promover uma maior participação das comunidades nas acções de conservação, reforçando o seu papel na protecção dos valores naturais do Parque Natural do Fogo e da Reserva da Biosfera do Fogo.
A Associação Projecto Vitó manifestou ainda disponibilidade para articular com a equipa técnica do Parque Natural do Fogo o acompanhamento, implementação e seguimento das plantações, de modo a assegurar a integração das actividades nos objectivos de gestão e conservação da área protegida.
JR/AA
Inforpress/Fim
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