
São Filipe, 09 Set (Inforpress) – Dezassete estudantes estão entre as vítimas mortais do acidente de viação ocorrido no sábado, 05, e outros 13 permanecem hospitalizados, segundo dados avançados pelo delegado do Ministério da Educação em São Filipe, José Pedro Gonçalves.
O acidente, que provocou um elevado número de vítimas, atingiu de forma particularmente grave a comunidade educativa do concelho de São Filipe, em particular da parte alta do norte de São Filipe, desde Velho Manuel até Monte Preto, passando por Domingos Ledo, Albarca e Ribeira Filipe.
Segundo José Pedro Gonçalves, dos 17 estudantes que perderam a vida, 14 pertenciam ao Agrupamento III, com sede na Escola de Curral Grande, e três ao Agrupamento IV, sediado em Ponta Verde.
O delegado do Ministério da Educação revelou os dados à Inforpress após uma reunião extraordinária destinada a preparar um plano de intervenção para os próximos dias, tendo em conta o impacto emocional que a tragédia deverá provocar no regresso às aulas.
“Foi uma iniciativa da comunidade para realizar este passeio e acabou por afectar a comunidade educativa”, afirmou José Pedro Gonçalves, que manifestou solidariedade às famílias das vítimas e à comunidade do concelho de São Filipe, da ilha do Fogo e de Cabo Verde.
Perante a dimensão da tragédia, a Delegação do Ministério da Educação está a preparar medidas para acolher e acompanhar os alunos nos primeiros dias de aulas, reconhecendo que o regresso às escolas poderá ser marcado por “muita tristeza”, sobretudo entre amigos e colegas das vítimas.
José Pedro Gonçalves explicou que as escolas deverão estar particularmente atentas aos sinais emocionais apresentados pelos estudantes, contando com o apoio de psicólogos para intervir sempre que forem identificadas situações que exijam acompanhamento especializado.
Além da activação de um psicólogo junto de cada direcção escolar, a delegação dispõe de uma psicóloga que já se encontra no terreno, integrada nas equipas do Gabinete de Crise criado na sequência do acidente, prestando apoio às famílias e à comunidade educativa.
O responsável revelou ainda que estava prevista uma marcha de solidariedade no dia 14 de Setembro, mas a iniciativa poderá ser adiada.
Segundo explicou, especialistas consideram que a realização da marcha tão próxima da tragédia poderá ser contraproducente, sobretudo numa altura em que as famílias continuam envolvidas nos trabalhos relacionados com o acidente.
A data deverá, por isso, ser reavaliada em concertação com o gabinete de crise, tendo em conta o estado emocional das famílias e da comunidade.
O delegado do Ministério da Educação, que integra igualmente o Gabinete de Crise, garantiu que a instituição continuará a acompanhar a situação e a adoptar medidas destinadas a minimizar o impacto psicológico da tragédia entre os estudantes.
Para além dos 17 estudantes que perderam a vida, o acidente deixou ainda 13 estudantes hospitalizados, de acordo com os dados disponibilizados à Delegação do Ministério da Educação por elementos que se encontram no terreno.
JR/AA
Inforpress/Fim
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