Felisberto Vieira defende políticas públicas sustentáveis para reduzir assimetrias no país

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Felisberto Vieira defende políticas públicas sustentáveis para reduzir assimetrias no país
13/03/26 - 03:48 pm

Cidade da Praia, 13 Mar (Inforpress) - O sociólogo e ex-deputado nacional, Felisberto Vieira, defendeu hoje a implementação de políticas públicas sustentáveis e uma agenda consensual que promova o desenvolvimento equilibrado do país, com coesão entre as ilhas e redução das assimetrias regionais.

Felisberto Vieira, que falava na Conferência Internacional sobre Democracia, Desenvolvimento e Direitos Humanos, promovida pela Fundação 3D, explicou que a sua intervenção pretende estabelecer uma ligação entre a crise climática, a sustentabilidade e a transição verde associada à justiça social.

Defendeu a necessidade de políticas públicas sustentáveis e de uma agenda pública consensual que promova um desenvolvimento equilibrado em Cabo Verde, com maior coesão entre as ilhas e redução das assimetrias regionais e entre o meio urbano e o meio rural.

Segundo afirmou, os países do chamado norte global, considerados os mais ricos do mundo, são responsáveis pela maior parte da poluição ambiental, enquanto os países do sul global, sobretudo os mais pobres e em desenvolvimento, acabam por sofrer as consequências mais severas das alterações climáticas.

Neste sentido, destacou a importância da agenda internacional de desenvolvimento sustentável promovida pelas Nações Unidas 2020-2030, que inclui medidas orientadas para a transição verde e para a redução das emissões de dióxido de carbono.

“A transição verde implica a redução da poluição do dióxido de carbono, a criação de condições para a sustentabilidade climática e equilíbrio ecológico em termos globais e põe-se a problemática da sobrenutrição, da guerra, das desigualdades sociais, da crise habitacional em todo o sul global”, apontou.

O ex-deputado do Parlamento Pan-Africano, reconheceu avanços “importantes” alcançados pelo país nos últimos anos, mas alertou que ainda persistem desafios em termos de bolsas de pobreza e de extrema pobreza que exigem respostas estruturais.

No seu entender, o desenvolvimento sustentável do país exige uma abordagem estratégica que promova maior equilíbrio territorial, reduza as desigualdades regionais e fortaleça a coesão entre as diferentes ilhas do arquipélago.

Sendo Cabo Verde um país arquipelágico, com descontinuidade territorial e recursos naturais limitados, adiantou que enfrenta ainda desafios particulares relacionados com a escassez de chuvas, a segurança alimentar e o desenvolvimento de infra-estruturas.

Neste contexto, defendeu a criação de uma agenda nacional específica que responda às necessidades actuais e futuras do país, com enfoque em áreas essenciais como a segurança alimentar, a habitação, a inclusão social e a redução da pobreza.

“O desequilíbrio não é só entre as regiões, há o desequilíbrio também entre os géneros, é preciso uma abordagem integral e contemporânea deste fenómeno”, concluiu.

A Conferência Internacional sobre Democracia, Desenvolvimento e Direitos Humanos, foi promovida pela Fundação 3D sob o lema “Por um mundo democrático, inclusivo e sustentável em prol da dignidade da pessoa humana”.

AV/ZS

Inforpress/Fim

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