Feira do Livro na Praia expõe entre 20 e 25 mil títulos em cerca de 30 stands

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Feira do Livro na Praia expõe entre 20 e 25 mil títulos em cerca de 30 stands
09/10/26 - 08:24 pm

Cidade da Praia, 09 Out (Inforpress) – A Grande Feira do Livro de Cabo Verde 2026, que arrancou hoje, na cidade da Praia, sob o lema “Herança Literária”, para promover a leitura e valorizar a literatura cabo-verdiana, tem exposto entre 20 e 25 mil títulos.

A informação foi avançada à imprensa pela presidente da Biblioteca Nacional de Cabo Verde, Matilde dos Santos, que destacou a diversidade de obras disponíveis, desde literatura infantojuvenil a livros técnicos, nacionais e internacionais.

“Nós temos mais de 20 mil títulos para esta feira, falando tanto da Biblioteca Nacional como de outras instituições que estão aqui representadas. Estamos a falar da cifra de 20 a 25 mil livros aqui expostos”, indicou.

Segundo aquela responsável, a feira reúne cerca de 30 stands, com a participação da Biblioteca Nacional, editoras, livrarias e outras instituições ligadas ao setor livreiro.

Matilde Dias explicou que o lema “Herança Literária” assinala os 90 anos da fundação da revista Claridade, cujos fundadores e colaboradores deixaram um legado que continua actual e constitui uma referência para a identidade cultural cabo-verdiana.

“Queremos passar esse legado histórico para os mais jovens e incentivar o estudo e a produção literária da nova geração”, afirmou, sublinhando a importância da literatura na transmissão de conhecimentos e valores entre gerações.

A edição deste ano decorre até 17 de Outubro, no Largo do Memorial Amílcar Cabral, e integra as comemorações do Dia Nacional da Cultura e das Comunidades, assinalado a 18 de Outubro.

O programa inclui lançamentos de livros, sessões de autógrafos, hora do conto e uma conferência internacional com especialistas.

Relativamente aos preços, a presidente da Biblioteca Nacional afirmou que os livros disponibilizados pela instituição ainda não reflectem o aumento dos combustíveis, uma vez que foram adquiridos maioritariamente no início do ano.

Matilde dos Santos explicou que a organização procura manter um equilíbrio que permita o acesso às obras sem prejudicar o mercado livreiro nacional.

Aquela responsável defendeu ainda a conciliação entre o digital e o livro impresso, considerando importante mostrar aos jovens que as duas formas de leitura podem coexistir.

Entre os visitantes, a brasileira Janaíne Morgano, que se encontra em Cabo Verde em mobilidade académica, manifestou satisfação por encontrar obras de autores cabo-verdianos, cujo acesso considera mais difícil no Brasil.

A estudante, que também pesquisa a literatura do arquipélago, afirmou que os preços estão razoáveis, tendo em conta as dificuldades económicas actuais.

A avaliação sobre o preço teve a concordância do outro visitante Alexandre Nuno Pires, que considerou a feira uma iniciativa importante para incentivar a leitura e a aquisição de conhecimentos.

A feira é promovida pelo Ministério da Cultura, Indústrias Criativas, Juventude e Desporto, através do Instituto da Biblioteca Nacional de Cabo Verde.

DR/JMV

Inforpress/Fim

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