
Cidade da Praia, 15 Out (Inforpress) – Moradores de São Pedro/Latada, na periferia da cidade da Praia, denunciaram hoje o "estado de abandono do bairro", marcado pela “falta de água, fraca iluminação pública e estradas danificadas”, o que gera “insegurança no bairro”.
Em declarações à Inforpress, alguns moradores manifestaram a indignação e insatisfação pelos constrangimentos enfrentados, num bairro que fica afastado da cidade, mas que “carece de mais atenção”.
As zonas de São Pedro e Latada têm vindo a receber algumas obras de melhoria, mas nas moradias mais altas, segundo os moradores, ainda carece de alguma intervenção, nomeadamente nas estradas, que com a chegada das chuvas ficaram ainda mais danificadas, complicando o acesso de veículos e de moradores.
Renato Varela, morador e ponto focal da comunidade, referiu que o acesso fica difícil e traz outras complicações.
De igual modo a falta de água é “mais um constrangimento”, já que há vários anos que uma parcela da comunidade não tem beneficiado de água potável.
“Temos rede de água instalada há cerca de cinco anos, e desde então chegamos a receber água nas torneiras dois a três vezes, é lamentável”, disse Renato Varela, acrescentando que a preocupação foi levada a empresa responsável pela distribuição de água, Águas de Santiago (AdS), “mas sem sucesso”.
A indignação também foi colocada pela morada Denise Lopes, que vive numa casa com oito pessoas perante o desafio constante da gestão da água.
“Somos obrigados a comprar água nos autotanques, a 1.200 escudos/tonelada quase todas as semanas, se não houver uma boa gestão da água”, enfatizou a mesma fonte.
As reclamações junto das instituições competentes foram feitas, mas os moradores dizem que nunca são atendidas.
Na ocasião, descreveram a convivência no bairro, que “não é muito fácil”, devido às questões de insegurança.
A complexidade do problema aumenta com “a fraca iluminação pública e as más condições das vias”.
Além disso, o número de jovens sem emprego tem sido uma outra preocupação da comunidade, que pede uma intervenção das autoridades neste sentido, com a criação ocupações e formações que possam gerar emprego.
“São jovens que estão sem emprego, ficam parados e infelizmente recorrem a situações inadequadas. São pessoas que precisam de uma direcção, isto é de opções de crescimento”, referiu Renato Varela.
A Inforpress contactou a empresa responsável pela distribuição de água, mas não obteve reação.
OS/AA
Inforpress/Fim
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