Exportações lusófonas para a China fixam novo recorde até Agosto

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Exportações lusófonas para a China fixam novo recorde até Agosto
06/10/26 - 08:14 am

Macau, China, 06 Out (Inforpress) – As exportações lusófonas para a China registaram o melhor arranque de ano de sempre, ao subirem 22,1% para 105,8 mil milhões de dólares (94,3 mil milhões de euros) entre Janeiro e Agosto.

Este é o valor mais elevado para os primeiros oito meses de um ano desde que o Fórum para a Cooperação Económica e Comercial entre a China e os Países de Língua Portuguesa (Fórum de Macau) começou a compilar estes dados dos Serviços de Alfândega da China, em 2013.

As exportações aumentaram sobretudo devido ao Brasil, de longe o maior fornecedor lusófono do mercado chinês, cujas vendas cresceram 25,1%, para 90,9 mil milhões de dólares (81 mil milhões de euros), um novo máximo para o período entre janeiro e agosto.

As vendas de mercadorias de Angola para a China aumentaram 9,8% para 11,5 mil milhões de dólares (10,2 mil milhões de euros), enquanto as exportações de Portugal subiram 1,1% para 1,97 mil milhões de dólares (1,75 mil milhões de euros).

Os dados mostram que a maioria dos países de língua portuguesa exportou mais para a China, incluindo a Guiné Equatorial, cujas vendas subiram 24,2%, para 577,4 milhões de dólares (514,8 milhões de euros).

As exceções foram Moçambique, cujas exportações para o mercado chinês desceram 19,3%, para 883,6 milhões de dólares (787,8 milhões de euros), enquanto as vendas de São Tomé e Príncipe também caíram 89,5% em comparação com o período entre janeiro e agosto de 2025.

Pelo contrário, o maior aumento foi registado nas exportações de Timor-Leste, que passaram de apenas 44 mil dólares (39 mil euros) para 2,23 milhões de dólares (1,97 milhões de euros).

As vendas de Cabo Verde mais do que duplicaram, embora o país não tenha enviado mais de quatro mil dólares (3.600 euros) para a China nos primeiros oito meses do ano.

Na direção oposta, os países lusófonos importaram mercadorias no valor de 69,9 mil milhões de dólares (62,3 mil milhões de euros) da China, um aumento anual de 21,3% e também um novo recorde para o período entre Janeiro e Agosto.

O Brasil foi o maior parceiro comercial chinês no bloco lusófono, com importações a subirem 22,4% para 57,4 mil milhões de dólares (51,1 mil milhões de euros), seguido de Portugal, que comprou à China mercadorias no valor de 5,5 mil milhões de dólares (4,91 mil milhões de euros), mais 21,1% do que nos primeiros oito meses de 2025.

Ao todo, as trocas comerciais entre os países de língua portuguesa e a China atingiram 175,7 mil milhões de dólares (156,7 mil milhões de euros) entre janeiro e agosto, um aumento homólogo de 21,8% e um novo máximo para os primeiros oito meses do ano.

A China registou um défice comercial de 35,9 mil milhões de dólares (32 mil milhões de euros) com o bloco lusófono no período entre Janeiro e Agosto.

Inforpress/Lusa

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