Eurico Monteiro aponta mercado de trabalho como factor decisivo para o desenvolvimento do País

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Eurico Monteiro aponta mercado de trabalho como factor decisivo para o desenvolvimento do País
14/01/26 - 01:05 pm

Cidade da Praia, 14 Jan (Inforpress) – O ministro da Promoção de Investimentos e Fomento Empresarial, Eurico Monteiro, salientou hoje que o mercado de trabalho é um factor decisivo para o desenvolvimento de Cabo Verde, defendendo o emprego como o principal elemento de articulação.

O governante falava na abertura da conferência “Mercado de Trabalho em Cabo Verde: Competências para uma Nova Economia”, no Palácio do Governo, na cidade da Praia, promovido pelo Ministério das Finanças.

Segundo Eurico Monteiro, os dados macroeconómicos do mercado de trabalho apresentados em 2025 reflectem uma evolução positiva, com destaque para a redução da taxa de desemprego de 15,8 por cento (%) em 2014 para 7,5% no primeiro semestre de 2025, o que representa uma diminuição de 8,3 pontos percentuais (p.p.).

“Temos assim, hoje, em Cabo Verde, infelizmente, não obstante também algumas limitações, grupos etários de 25 a 34 anos e 35 a 64 anos com taxas de emprego relativamente elevadas”, avançou, acrescentando que os jovens entre os 15 e os 24 anos continuam a apresentar uma taxa de emprego reduzida, de apenas 30%.

O ministro completou ainda que a população desempregada foi estimada em 17.123 pessoas, correspondendo a uma taxa de desemprego de 7,5%, sendo que o desemprego jovem situa-se nos 14,9% no grupo etário dos 15 aos 24 anos e em 8,4% entre os 25 e os 34 anos.

Segundo Eurico Monteiro, a população inactiva atingiu 146.632 pessoas, com a taxa de inactividade a diminuir de 41,7% para 39,1%, sendo que os jovens entre os 15 e os 24 anos representam 36% deste grupo, maioritariamente estudantes.

O ministro realçou, igualmente, a redução do número de jovens fora do emprego e do sistema de ensino e formação, passando de 46.149 em 2023 para 32.177 em 2024, embora tenha admitido que este continua a ser um motivo de grande preocupação.

Apesar dos ganhos registados, alertou para os desafios impostos por um contexto global “volátil, complexo e ambíguo”, com impactos directos no tecido social, apontando a globalização, a mobilidade da mão-de-obra e o desfasamento entre as aspirações da nova geração e as oportunidades do mercado de trabalho, como algumas das principais inquietações.

“A globalização, com todas as suas reconhecidas vantagens de expansão das oportunidades e de efeitos indutores na economia e no emprego, tem também efeitos muito negativos para as pequenas economias e para os países mais pobres”, observou.

O ministro reforçou a ambição do país de, até 2030, alcançar um mercado de trabalho assente no trabalho digno, com pleno emprego, ou seja, em que a taxa de desemprego não seja superior a 4,2% entre homens e 5,9% entre mulheres.

Além da diminuição das desigualdades regionais e de género, enfatizou que os jovens NEET, sem emprego, educação ou formação, não representam mais de 5% da população jovem.

“Isto, em todas as ilhas, com uma taxa de desemprego jovem abaixo dos 10%. Que produz dividendos demográficos com a produtividade do trabalho e do capital e contribuem em 1,2% e 2,9% para o crescimento médio do PIB”, disse, sublinhando que garante também a cobertura universal da protecção social

LT/HF

Inforpress/Fim

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