
Cidade da Praia, 15 Mai (Inforpress) - O estudo sobre a empregabilidade apresentado hoje na cidade da Praia revelou que 60% das meninas beneficiaram das políticas activas de emprego, mas a taxa de inserção no mercado de trabalho e o salário é maior nos rapazes.
Apresentado no seminário sobre “Politicas activas do emprego e a questão do género”, promovido pelo Observatório do Mercado de Trabalho, os resultados referem aos jovens que em 2023 beneficiaram das políticas activas do emprego, nomeadamente formação profissional, estágio profissional, desempregado de longa duração, programa do empreendedorismo e ensino técnico.
“Os dados mostram que 60 % das meninas beneficiaram das políticas activas de emprego, mas a taxa de inserção no mercado de trabalho é maior nos rapazes, com cerca de 5 pontos percentuais em relação as meninas”, anunciou a coordenadora do Observatório do Mercado de Trabalho, Alice Varela.
O estudo concluiu ainda que o salário médio nos rapazes é de 25 mil escudos enquanto que as meninas ganham 23 mil escudos, tendência essa registada a nível nacional e internacional.
A nível do emprego formal, verifica-se que as meninas estão mais formalizadas, ou seja, estão inscritas no Instituto Nacional de Previdência Social (INPS) com número acima da média nacional.
Em relação a área de formação, a grande maioria das meninas trabalham na sua área de formação, com maior predominância nas áreas de educação de infância, cuidadores e secretariado, enquanto que os rapazes optam mais pelo ramo da canalização e electricidade.
Segundo a coordenadora do Observatório do Mercado de Trabalho, Alice Varela, desde 2015 tem feito anualmente um estudo, que mostra que a inserção no mercado de trabalho ainda é menor nas meninas ainda.
“É de ressaltar que essa diferença quando comparamos com o total de pessoas que trabalham a nível nacional é menor, por exemplo temos em média de diferença a volta de 5 a 6 pontos percentuais de homens a trabalhar, mas a nível nacional e segundo os dados do INE esta taxa de emprego gira em torno de 10 a 12 %”, apontou.
Avançou que a diferença das pessoas que beneficiam do programa de políticas activas de emprego acaba por ser ligeiramente menor do que se verifica no mercado de trabalho no seu todo.
Na ocasião, a coordenação disse que não dispõe de dados ou informações que lhe permitam fazer uma análise deste estudo em que aponta que há mais meninas na formação profissional, mas a inserção no mercado de trabalho é maior nos rapazes e a receber um salário superior.
“Estamos aqui para refletir sobre isto, temos que analisar os dados e ver qual é a relação que existe por exemplo entre os cursos que as pessoas escolhem e o nível de empregabilidade”, concluiu.
O encontro pretende ser um espaço de reflexão sobre as políticas activas de emprego e o género em Cabo Verde, e debater questões fundamentais relacionadas com a promoção do emprego com forte olhar no género, mas também acções que visam a inserção dos jovens e mulheres no mercado de trabalho.
A cerimónia de abertura foi presidida pelo vice-primeiro-ministro e ministro das Finanças, Olavo Correia.
AV/AA
Inforpress/Fim
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