Especialista aponta necessidade de reforço na área da neuropsicologia na ilha Brava

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Especialista aponta necessidade de reforço na área da neuropsicologia na ilha Brava
22/01/26 - 05:28 pm

Nova Sintra, 22 Jan (Inforpress) - O neuropsicólogo Gabriel Fortes considerou hoje “positivo” o balanço da missão de neuropsicologia realizada na ilha Brava, sublinhando que a iniciativa evidencia a necessidade de maior atenção e investimento nesta área.

Em declarações à Inforpress, Gabriel Fortes que terminou hoje a sua missão de neuropsicologia na Brava, explicou que a equipa esteve na ilha desde a passada segunda-feira, realizando visitas às escolas, contactos com professores, pais e encarregados de educação, bem como consultas individuais.

A visita realizou-se dedicada ao diagnóstico e à intervenção em crianças e adolescentes com dificuldades de aprendizagem e necessidades educativas especiais, cujo objectivo foi conhecer a realidade local e identificar dificuldades de aprendizagem existentes.

“Durante estes quatro dias o trabalho foi muito positivo, com consultas, encontros com professores e pais. O objectivo principal é conhecer a realidade da ilha Brava e fornecer recursos e subsídios que ajudem professores e famílias a lidar da melhor forma possível com estas dificuldades”, afirmou.

O especialista sublinhou ainda que o acompanhamento das crianças deve ser feito de forma multidisciplinar, defendendo uma proposta de intervenção adaptada à realidade local, utilizando os recursos disponíveis na própria ilha para garantir respostas mais eficazes.

O neuropsicólogo enalteceu a qualidade dos profissionais da educação na Brava, referindo que existem “excelentes professores” e bons conhecimentos no trabalho com crianças com dislexia, acrescentando que, na generalidade, as crianças conseguem ler, mas que é necessário um investimento mais forte, uma vez que o acompanhamento exige tempo e dedicação individualizada.

Conforme avançou ainda, os casos identificados terão seguimento através da Equipa Multidisciplinar de Apoio à Educação Inclusiva (EMAEI), estando já prevista uma nova visita à ilha Brava, em princípio no mês de Março, para dar continuidade ao acompanhamento e à intervenção.

“É um trabalho de equipa. Temos psicólogos, professores e outros profissionais. A questão é utilizar estes recursos da melhor forma possível para garantir uma resposta adequada às necessidades das crianças”, concluiu.

DM/ZS

Inforpress/Fim

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