
Cidade da Praia, 28 Set (Inforpress) - A escritora Neusa Lopes ofereceu hoje ao Museu da Educação o livro “Educar durante a pandemia: sala de aula tradicional vs espaço virtual” para preservar a memória da educação durante a pandemia da covid-19.
Em declarações à Inforpress, a escritora contou que decidiu entregar a obra ao Museu da Educação por considerar que a instituição guarda parte da história do ensino em Cabo Verde e constitui um espaço de preservação da memória educativa do país.
“É uma oferta para o enriquecimento do acervo deste museu sobre um acontecimento histórico mundial, a pandemia da covid-19”, afirmou Neusa Lopes.
A mesma acrescentou que o período pandémico alterou comportamentos psicossociais e emocionais e obrigou a sociedade a adaptar-se a novas formas de viver, comunicar e aprender.
Na mesma linha, vincou que a experiência vivenciada durante a pandemia acelerou a aproximação às tecnologias e à própria inteligência artificial, tornando necessária uma formação contínua para professores, pais, alunos e a sociedade em geral, de modo a garantir a compreensão e utilização adequada dessas novas ferramentas.
No livro, Neusa Lopes apresenta a filosofia “Between Dimensions” (Entre Dimensões), desenvolvida a partir da sua experiência com o ensino virtual durante a pandemia, através de plataformas como WhatsApp e Zoom.
A autora explicou que a reflexão parte da necessidade de encontrar um equilíbrio psicossocial e emocional entre os diferentes ambientes de aprendizagem e comunicação que passaram a coexistir durante aquele período.
Para Neusa Lopes, os desafios colocados pela transição entre o ensino presencial e o virtual permanecem actuais, sobretudo no que diz respeito à preparação dos professores e da sociedade para lidar com a transformação tecnológica.
A obra aborda questões relacionadas com a cultura, a língua, a imigração de cabo-verdianos para os Estados Unidos durante a pandemia, as barreiras linguísticas, o multiculturalismo e a importância da língua no mundo virtual.
A autora considerou que a integração da obra no acervo do Museu da Educação permitirá preservar um testemunho sobre a pandemia para as gerações futuras.
Na mesma óptica, a antiga inspectora da educação e actual responsável pela criação do Museu da Educação, Clara Marques, afirmou que por se tratar de um tema “amplamente conhecido e vivenciado por todos”, a obra passa a integrar o acervo da instituição, que conta actualmente com mais de 1.200 exemplares.
KA/AA
Inforpress/Fim
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