
Cidade da Praia, 13 Out (Inforpress) – As associações de estudantes da Uni-CV e do ISCEE reuniram-se hoje com o primeiro-ministro em busca de apoio para combater vulnerabilidades financeiras dos universitários, com foco na redução das dívidas de propinas.
Em declarações à imprensa após a audiência, o presidente da Associação Académica de Estudantes da Universidade de Cabo Verde (Uni-CV), Dériques Monteiro, avançou que levaram duas propostas ao chefe do Governo relacionadas à alimentação e propinas.
“Em termos de alimentação propomos ao primeiro-ministro a criação de uma cantina solidária universitária subsidiada pelo Governo, mas que seria gerida pela associação”, revelou, explicando que a proposta inclui oferta de descontos a estudantes e maior sustentabilidade financeira à associação.
Além disso, propuseram ao primeiro-ministro a criação de um programa em que os estudantes, em troca de estagiários remunerados, possam prestar serviços públicos.
“E isso ajudaria a cobrir as dívidas de propinas”, assegurou, mostrando-se confiante que desta vez esta proposta apresentada pela segunda vez possa contar com apoio do Governo.
Na mesma linha, o presidente da Associação de Estudantes do ISCEE, Éder Tavares, afirmou que estiveram a partilhar as preocupações dos estudantes da instituição, sublinhando também que a situação financeira e a falta de recursos para alimentação e transporte têm prejudicado muitos estudantes e até mesmo a instituição.
Daí que aproveitaram o momento para apresentar o projeto “Abrace ISCEE”, uma iniciativa que visa angariar fundos para apoiar colegas em vulnerabilidade financeira, estando o evento programado para 22 de Novembro.
“É um projecto que vai tentar angariar fundos para ajudar os nossos estudantes com mais problemas financeiros. Porque é muito triste ver colegas, amigos desistirem de estudar por causa da condição financeira”, explicou, afirmando que a educação não deve ser um privilégio, mas para todos.
Da parte do primeiro-ministro, as duas associações asseguraram que as propostas foram bem acolhidas, pelo que manifestaram-se optimistas de que terão o apoio que precisam para minimizar os problemas dos colegas.
ET/CP
Inforpress/Fim
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