Empossada presidente da Comissão Nacional de Vigilância e Resposta a Óbito Materno

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Empossada presidente da Comissão Nacional de Vigilância e Resposta a Óbito Materno
07/04/25 - 02:31 pm

Cidade da Praia, 07 Abr (Inforpress) – A presidente da Comissão Nacional de Vigilância e Resposta a Óbito Materno, Ludmilde Tavares, hoje empossada, comprometeu-se em desempenhar as funções com “lealdade e zelo” já que se trata de um serviço que visa proteger a saúde materno-infantil.

No seu discurso, em nome da equipa composta por 31 membros, 20 na Comissão e 11 no Secretáriado, e que representam o Ministério da Saúde, clínicas privadas, instituições académicas e de investigação, organizações da sociedade civil e agências da ONU, Ludmilde Tavares avançou que a promoção da saúde materno infantil constitui “um dos pilares essenciais” para o desenvolvimento de um país.

Por este motivo, afirmou que Cabo Verde, ao longo dos anos, tem implementado acções de forma sucessiva na melhoria de cuidado na gravidez em idade infantil, visando que o país tivesse “ganhos significativos” nos indicadores maternos, pré-natais e infantis, reflectindo, neste particular, na diminuição de óbitos.

“No entanto, persistem desafios particularmente relacionado com análises e o diagnóstico da situação subjacente e a monitorização e implementação das recomendações para melhor a qualidade de atendimento e com isso evitar mortes evitáveis”, declarou a presidente.

Ludmilde Tavares disse ainda que cabe à comissão o papel de trabalhar para que estes objectivos sejam materializados baseando-se numa “postura pedagógica, instrutiva e com enfoque em não culpabilizar”.

A cerimónia foi presidida pelo ministro da Saúde, Jorge Figueiredo, que considerou o empossamento da comissão de “extrema importância” para os avanços que se quer no sistema de vigilância e resposta, visando identificar, analisar e mitigar as causas dos óbitos maternos, perinatais e infantis registados. 

“Visamos não apenas a redução da mortalidade nestes grupos prioritários, mas, acima de tudo, promover uma cultura de segurança, qualidade, humanização e atenção integral para todas as mães e crianças e em perfeito alinhamento com as metas nacionais e globais para a saúde”, vincou o ministro.

A mesma fonte informou que nos dois hospitais centrais do país foi criado a estrutura neuronatologia, que visa refletir na redução das mortes neonatais e crianças que nascem com baixo peso.

Em Cabo Verde, a morte materna está em torno de 36% enquanto que na nossa sub-região o valor atinge os 230%.

“A previsão da OMS até 2030 é que este número baixe para 75%. Cabo Verde está bem abaixo desta previsão”, concluiu Jorge Figueiredo.

PC/AA

Inforpress/Fim

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