Dia da Liberdade e Democracia: PR apela à elevação democrática e à participação cívica

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Dia da Liberdade e Democracia: PR apela à elevação democrática e à participação cívica
13/01/26 - 01:52 pm

Cidade da Praia, 13 Jan (Inforpress) - O Presidente da República afirmou hoje que a democracia cabo-verdiana “não foi outorgada, mas arduamente conquistada”, apelando à elevação democrática e a participação cívica “ampla, esclarecida e consciente”.

José Maria Neves falava hoje na Assembleia Nacional durante a sessão solene do 13 de Janeiro, Dia da Liberdade e Democracia, que assinala os 35 anos da consolidação do regime democrático em Cabo Verde.

Nas suas intervenções, o chefe de Estado realçou o caráter “pacífico, sereno e exemplar” da transição democrática do país, fruto, segundo disse, da maturidade cívica de um povo que soube “transformar a palavra no seu mais poderoso instrumento de mudança”.

Neves considerou que datas como o 13 de Janeiro, o 20 de Janeiro e o 5 de Julho já são patrimónios nacionais e devem ser comemoradas por todos, “com elevação e dignidade”.

Defendeu, por isso, que não faz sentido que, a cada celebração, os partidos políticos estejam a confrontar-se sobre o significado desta ou daquela data, ou sobre a paternidade deste ou daquele evento da história política do país.

“A democracia não é só confronto e desacordo. É também domínio de entendimentos e de consensos”, assinalou, afirmando que estas datas devem ser comemoradas por todos, nas ilhas e na diáspora, com elevação e dignidade.  

Segundo José Maria Neves, a democracia robustece-se quando o confronto de ideias se faz com elevação, quando as propostas prevalecem sobre os slogans fáceis e quando o adversário político é reconhecido como parte legítima de um mesmo projeto nacional.

Neste sentido, apelou a elevação democrática e uma participação cívica “ampla, esclarecida e consciente”.

Para o Presidente da República, o Dia da Democracia e da Liberdade não se confina ao domínio da memória, mas interpela ao presente e projeta o futuro, sustentando que a democracia não se herda, mas pratica-se e vive-se todos os dias.

“Orientemos as nossas energias para o debate de ideias e para a formação de políticas públicas que sirvam as pessoas e a coletividade. E comemoremos com orgulho patriótico e lealdade institucional os feitos e momentos cintilantes e distintos que o povo das ilhas tão bem soube escrever”, pediu. 

Referindo ao ano 2026, em que os cabo-verdianos irão às urnas para eleições legislativas e presidenciais, sublinhou que o voto representa a renovação do contrato de confiança entre a Nação e os cidadãos.

Defendeu, por isso, um processo eleitoral pacífico, transparente e inclusivo, com um debate público mais ambicioso e responsável, alertando que a abstenção fragiliza a legitimidade democrática, enquanto a participação a reforça.

Alertou igualmente que a democracia não se esgota no momento do voto, mas se concretiza na capacidade de transformar a liberdade política em dignidade humana, através da redução da pobreza, do combate às desigualdades, da promoção da inclusão e da justiça social.

José Maria Neves destacou também a necessidade de reforçar a confiança nas instituições, defendendo a transparência, a ética e a prestação de contas como essenciais para a credibilidade do sistema democrático.

No seu discurso, o Presidente pediu ainda atenção especial à juventude, sobretudo a Geração Z, sugerindo à adaptação das instituições à participação cívica e ao voto como instrumentos essenciais para fortalecer uma democracia inclusiva e preparada para o futuro.

ET/AA

Inforpress/Fim 

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