
Porto Novo, 27 Out (Inforpress) – A Delegacia de Saúde do Porto Novo alertou hoje para o aumento do número de casos de conjuntivite neste município, considerando que a situação exige o reforço das medidas de prevenção, higiene e controlo da transmissão.
Em nota enviada às diversas instituições, o delegado de saúde, Nuno Semedo, informou que o aumento de casos de conjuntivite no município do Porto Novo obriga ao reforço das medidas de prevenção, higiene e controlo da transmissão nos estabelecimentos de ensino e nas demais instituições públicas e privadas.
Enquanto decorrem “os procedimentos de investigação epidemiológica para a caracterização da situação”, o delegado de saúde disse esperar a colaboração de todas as instituições “na implementação e divulgação das medidas preventivas” junto dos seus colaboradores, utentes, alunos e das comunidades.
Entre as medidas, se destacam a necessidade de reforçar a lavagem frequente das mãos com água e sabão, evitar tocar ou esfregar os olhos, sobretudo com as mãos não lavadas e não partilhar toalhas, lenços, almofadas, produtos de higiene pessoal ou outros objectos que possam estar contaminados.
A nota, a que a Inforpress teve acesso, explica ainda que é preciso reforçar a limpeza e desinfecção regular de superfícies e objectos de utilização frequente, incluindo mesas, maçanetas, equipamentos de trabalho, materiais escolares e brinquedos.
Exorta as instituições a garantir a disponibilidade de água, sabão e outros materiais necessários à higiene das mãos e promover a ventilação adequada dos espaços fechados.
Outras medidas têm a ver com a necessidade de sensibilizar os colaboradores, alunos e utentes para o reconhecimento dos principais sinais e sintomas, nomeadamente, vermelhidão ocular, lacrimejamento, comichão, sensação de corpo estranho e secreção ocular.
Orientar as pessoas com sintomas a procurarem avaliação de um profissional de saúde e evitar o contacto directo com secreções oculares e reforçar as medidas de higiene após qualquer contacto, são outras recomendações dos serviços da saúde.
Nas escolas e jardins de infância, as autoridades sanitárias sugerem que sejam informados aos encarregados de educação e orientar a permanência das crianças em casa quando o seu estado clínico o justificar ou enquanto existir “risco relevante de transmissão”.
A Delegacia de Saúde do Porto Novo aconselha as pessoas a evitarem a automedicação, particularmente, a utilização de colírios com antibióticos ou corticosteróides sem prescrição e avaliação clínica.
O delegado de saúde solicita, através da nota, aos responsáveis de cada instituição que reforcem as medidas de higiene nos respectivos locais de trabalho e assegurem a sensibilização regular dos seus colaboradores e utentes.
“Pedimos, igualmente, que qualquer aumento anormal de casos ou eventual concentração de pessoas com sintomas semelhantes seja comunicado à Delegacia de Saúde do Porto Novo, de modo a permitir o acompanhamento epidemiológico e a adopção atempada das medidas necessárias”, sublinhou este responsável.
A contenção deste surto de conjuntivite depende da colaboração articulada entre os serviços de saúde, as instituições de ensino, os serviços públicos, as entidades municipais e toda a comunidade, concluiu o delegado de saúde.
Dados a que a Inforpress teve acesso dizem que, nos últimos dias foram atendidas, nas estruturas de saúde mais 200 pessoas, na sua maioria crianças com conjuntivite.
JM/HF
Inforpress/Fim
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