
Cidade da Praia, 23 Fev (Inforpress) – A Cruz Vermelha de Cabo Verde inaugurou hoje, na cidade da Praia, a Loja Solidária ‘Dra. Manuela Filipe’, espaço de economia solidária que disponibiliza bens essenciais a preços simbólicos para apoiar famílias vulneráveis.
O novo espaço, instalado em Achada Grande Frente, resulta do plano estratégico da instituição e assenta num modelo de economia solidária e circular, com venda de vestuário, calçado, electrodomésticos e outros bens de primeira necessidade a preços socialmente ajustados, cujas receitas revertem a favor de projectos sociais.
O presidente da Cruz Vermelha de Cabo Verde, Arlindo Soares de Carvalho, explicou que a loja surge para transformar doações em respostas eficazes às reais necessidades das famílias.
“Se alguém oferece um fogão, mas a família precisa de outro apoio, convertemos esse bem num preço simbólico e canalizamos o valor para resolver o problema concreto”, afirmou.
Segundo aquele responsável, a iniciativa conta com o apoio de empresas nacionais e estrangeiras, bem como da Cruz Vermelha Portuguesa e da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, que têm enviado contentores com artigos diversos para reforçar a capacidade de resposta no país.
A instituição prevê alargar o projecto a outras ilhas, de acordo com as necessidades identificadas.
O espaço integra ainda serviços complementares, como lavandaria social e ateliê de corte, costura e bordado, reforçando a vertente de inclusão e capacitação.
Com mais de três décadas de ligação a Cabo Verde, a homenageada Manuela Filipe destacou o simbolismo do reconhecimento.
“Tenho um amor especial por Cabo Verde e, enquanto puder, continuarei a estender a mão”, declarou, visivelmente emocionada.
Manuela Filipe anunciou ainda a chegada de um contentor de 40 pés, carregado de utensílios e outros bens, destinados a reforçar o funcionamento da loja e a apoiar as famílias mais necessitadas.
Na sua intervenção, o ministro do Estado, Família, Inclusão e Desenvolvimento Social, Fernando Elísio Freire, considerou a inauguração um “tributo ao voluntariado e ao amor ao próximo”.
“Queremos um país inclusivo, que não deixe ninguém para trás, e contamos com organizações como a Cruz Vermelha para alcançar a meta da eliminação da pobreza extrema”, sublinhou.
O governante afiançou ainda que o Executivo continuará a criar condições legais e institucionais para fortalecer o trabalho das organizações do terceiro sector, reconhecendo o papel histórico da Cruz Vermelha na promoção da dignidade e da coesão social em Cabo Verde.
KF/SR/ZS
Inforpress/Fim
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