Comité Olímpico cabo-verdiano diz que escassez de recursos continua sendo um desafio da instituição

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Comité Olímpico cabo-verdiano diz que escassez de recursos continua sendo um desafio da instituição
24/06/26 - 11:03 am

Cidade da Praia 24 Jun (Inforpress) –  O Comité Olímpico Cabo-verdiano afirmou hoje que um dos principais desafios da instituição prende-se com a escassez de recursos, em termos financeiros e humanos.

Em entrevista à Inforpress, a técnica da Comunicação do comité, Lucilene Gomes, ressaltou os “ganhos” obtidos até agora, com o crescimento e visibilidade dos atletas a nível nacional e internacional, não obstante as dificuldades de recursos.

Méritos no entanto conseguidos, segundo Lucilene Gomes com a “força de vontade” dos atletas e que os permite chegar a pódios internacionais.

“Temos atletas que começam em condições muito precárias, mas com força de vontade, confiança, conseguem traçar caminhos e chegarem até grandes palcos, como é o caso dos Jogos Olímpicos de 2016, 2020 e 2024”, apontou Lucilene Gomes.

Referiu que a promoção desportiva tem sido ao mais alto nível, com reconhecimentos e destaques internacionais, não obstante ser um país que carece de “grandes recursos e demais meios de treinamento dos atletas”.

Citou como exemplo o caso do primeiro medalhista olímpico, o pugilista David Pina, que ganhou a medalha de bronze na categoria até 51 kg.

“Um atleta que saiu de Santa Cruz, que nós sabemos que aqui em Cabo Verde a questão regional muitas vezes é uma variável que desfavorece alguns atletas. Batalhou contra todas as probabilidades, conseguiu mostrar que tinha garra o suficiente para lutar o quanto fosse necessário para chegar onde chegou”, comentou esta mesma fonte.

No entanto referiu que o Comitê Olímpico, com apoio do Comitê Olímpico Internacional, tem feito um trabalho de promoção e reforço da capacitação dos atletas e treinadores, com o objectivo de colmatar a necessidade de recursos.

“A medida que as condições melhoram, os nossos atletas têm melhores meios para poderem fazer mais e melhor, e eles realmente fazem mais e melhor”, concluiu.

OS/ZS

Inforpress/Fim

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