
Cidade da Praia, 02 Out (Inforpress) – O Comité de Pilotagem do projecto “Acelerar a transição de Cabo Verde para a Economia Azul e Verde” aprovou hoje o orçamento do primeiro ano no valor de 35 mil contos, anunciou hoje o director Nacional do Ambiente.
Em declarações à Inforpress após a primeira reunião do Comité de Pilotagem, João Mascarenhas disse que o encontro contou com a participação das instituições públicas e privadas e das organizações não-governamentais que integram o órgão, como os municípios das ilhas abrangidas nesta primeira fase, Santiago, Maio, Maio, Fogo e Brava.
“Fizemos uma boa reunião e foram aprovados, além do plano de actividades e do orçamento do primeiro ano no valor de 35 mil contos, o logótipo e a identidade visual do projecto, bem como a composição do Comité Técnico e do Comité de Pilotagem”, disse.
Aquele responsável explicou que o primeiro ano será essencialmente dedicado a actividades preparatórias e de diagnóstico, estando previstas, a partir do segundo ano, intervenções concretas no terreno, com destaque para a restauração de terras degradadas, reflorestação e recuperação de áreas.
O projecto prevê igualmente o aproveitamento da natureza para o desenvolvimento de actividades como a agricultura e o turismo, conciliando estas iniciativas com a conservação da biodiversidade.
João Mascarenhas destacou ainda a componente de formação e sensibilização, dirigida sobretudo aos pequenos agricultores, com o objectivo de promover práticas sustentáveis e resilientes e facilitar o acesso a linhas de financiamento para a implementação dessas actividades.
O director Nacional do Ambiente apelou ao envolvimento das associações comunitárias e das Organizações Não Governamentais (ONG) locais nas áreas de intervenção do projecto, considerando que a participação das comunidades será determinante para o alcance dos resultados previstos.
“O envolvimento em todos os sentidos seria a mais-valia para o sucesso deste projecto”, afirmou, acrescentando que a participação das comunidades foi considerada na composição dos comités técnico e de pilotagem.
Para João Mascarenhas, o projecto surge num contexto em que Cabo Verde precisa reforçar a sua resiliência perante os fenómenos climáticos extremos, retomando e reforçando práticas de conservação dos solos e da água.
Entre as medidas apontadas estão a construção de reservatórios para a recolha de água, a conservação do solo e da água, a construção de muretes e outras intervenções destinadas a aumentar a resiliência e a sustentabilidade do país.
O projecto é implementado pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) e executado pelo Ministério do Ambiente, Acção Climática e Energia, através da Direcção Nacional do Ambiente (DNA).
Com a duração de cinco anos, tem um custo de 41 milhões de dólares, dos quais 10 milhões já tem financiamento garantido através do Fundo Global para o Ambiente (GEF).
DR/ZS
Inforpress/Fim
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