
Mindelo, 16 Mai (Inforpress) - A Câmara de Comércio do Barlavento (CCB) e a Organização Internacional do Trabalho (OIT) desejam que as empresas em São Vicente sejam "sustentáveis", gerem processos “de forma célere” e que beneficiem de um “bom ambiente” de negócios.
Este é um dos objectivos do ateliê de capacitação sobre o “Ambiente Favorável para Empresas Sustentáveis”, promovido pela OIT e CCB, que arrancou hoje, no Mindelo, dirigido a várias instituições empresariais, informou à imprensa o presidente da CCB, Jorge Maurício.
“Nós temos feito um trabalho contínuo, contínuo mesmo, da melhoria do ambiente de negócio, desde os dados que compõem o ‘Doing Business’, e agora já a ser preparado o ‘Business Ready’, também do Banco Mundial, e temos intervenções recorrentes. Este ateliê promovido e financiado pela OIT também tem esta missão”, explicou.
Segundo Jorge Maurício, a mensagem-chave das empresas e dos empresários é que todos querem estar orientados para o negócio, mas, referiu, para que isto aconteça é necessário que haja uma administração orientada para o mercado.
“É uma administração que tenha também uma visão facilitadora, uma gestão por processos de forma fácil, de forma rápida, promotora dos investimentos, promotora também do empreendedorismo, visando investimentos externos em Cabo Verde para gerar mais emprego e com isto, de facto, termos maioria das condições de vida”, declarou, reforçando que a prosperidade humana é uma dimensão que se ganha com o rendimento, que advém do trabalho das pessoas.
Conforme Jorge Maurício é necessário fazer tudo o que for preciso para que haja no seio das comunidades e na cultura cabo-verdiana uma predisposição para colaborar e cooperar.
Isto porque, elucidou, muitas vezes o tempo dos empresários não é o tempo da administração.
“Uma empresa e um empresário não podem ficar à espera de uma resposta, uma licença ou uma autorização, seis meses ou um ano”, considerou, defendendo que o período de incubação de qualquer processo que requeira uma licença ou uma autorização, seja ela qual for, em Cabo Verde, “nunca é em um dia ou uma semana”.
Ou seja, clarificou, “é sempre meses ou anos”, o que, a seu ver, “não facilita o ambiente de negócios, não promove o investimento, não cria empresas sustentáveis, porque as oportunidades aparecem hoje, amanhã já não aparecem”.
Conforme a especialista das Actividades dos Empregadores e Empresas da OIT para a África Ocidental, Julie Kazagui, o workshop é o primeiro passo na implementação de uma componente do projecto ‘Form@Empresa’, que é apoiado pelo Governo do Luxemburgo.
Visa reforçar a capacidade das organizações patronais e as câmaras de comércio para serem capazes de formular advocacia e uma agenda de reformas para o ambiente de negócios e promover a formalização.
“É uma actividade que se enquadra no nosso mandato na OIT. Ela consiste em apoiar as organizações de empregadores na defesa da melhoria do ambiente de negócios, da promoção do emprego, criação e protecção de empregos e a criação de empregos dignos”, explicou.
Segundo a mesma fonte, o objectivo é realizar a formação para reforçar as capacidades das câmaras de comércio e da câmara de turismo para poderem realizar uma análise do ambiente de negócios em Cabo Verde com base em dados.
CD/AA
Inforpress/Fim
Partilhar