Acção Climática: Secretariado pede mais capacidade técnica e institucional para responder às alterações

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Acção Climática: Secretariado pede mais capacidade técnica e institucional para responder às alterações
18/09/26 - 11:48 am

Cidade da Praia, 18 Set (Inforpress) – O Secretariado Nacional para a Acção Climática indicou hoje que Cabo Verde não dispõe de uma capacidade “técnica elevada” para responder às alterações climáticas, sugerindo o reforço das capacidades a nível institucional. 

“Precisamos reforçar esta capacidade a nível das instituições e, principalmente, reforçar a capacidade de mobilizar recursos adicionais que estão lá fora, que estão acessíveis, mas que ainda, devido à fragilidade das nossas capacidades, não conseguimos ir buscar como queríamos”, declarou o secretário nacional para a Acção Climática, Alexandre Rodrigues.

Na abertura da reunião do Comité de Pilotagem de projectos de acção climática para a análise de dois projectos para fazer face às alterações climáticas, a mesma fonte indicou que para se fazer face às alterações climáticas estarão em analise esta manhã dois projectos para implementação, ou seja, o reforço do quadro da governança climática em Cabo Verde, e o planeamento da acção climática de Cabo Verde a nível local. 

Conforme referiu, o projecto da governança vai ajudar o país a melhorar os instrumentos de política climática, apoiar na capacitação das instituições públicas “para lidar melhor com a questão das alterações climáticas”, e capacitar as instituições a integrar a ação climática nos seus planos sectoriais. 

O segundo projecto, avançou Alexandre Rodrigues, vai permitir levar a iniciativa para o nível local “mais perto das pessoas”, até porque seis municípios já têm este plano, sendo que quatro foram suportados pelo Programa de Acção Climática – Fundo Verde do Clima.

“Tendo os planos locais de adaptação, os municípios começam a perceber melhor as suas vulnerabilidades, os riscos climáticos que estão associados e ajudam-se também a ter melhores instrumentos de planeamento a nível local”, sublinhou.

Assegurou ainda que a pretensão não é criar novos planos, mas criar a integração das questões climáticas nestes planos, e que vão contribuir para a criação de ferramentas para apoiar os municípios a procurar financiamentos para acções municipais.

Reconheceu que a crise internacional tem dificultado a implementação de projectos para a acção climática, daí que o país deve criar a sua própria capacidade de recursos financeiros” isso através do Fundo Climático e Ambiental. 

No entanto, para estes projectos, o orçamento ronda 288 milhões de escudos para a acção local, e da governança fica a volta de 76 mil milhões de escudos, ambos financiados pelo Fundo Verde do Clima e implementados pela LuxDev. 

OS/AA

Inforpress/Fim

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