
Cidade da Praia, 11 Mar (Inforpress) – A presidente do Instituto Nacional de Medicina Legal e Ciências Forenses, Ineida Cabral, considerou hoje que a ciência forense constitui um pilar indispensável da justiça contemporânea e um instrumento fundamental para fortalecer o Estado de direito democrático.
A responsável falava na abertura do II Congresso Internacional de Medicina Legal e Ciências Forenses e da IX Reunião da Rede de Serviços Médico-Legais Forenses dos Países de Língua Portuguesa que decorrem durante dois dias na cidade da Praia.
Sob o lema "Ciência que protege”, o evento visa reforçar as capacidades técnicas e institucionais no domínio da Medicina Legal e das Ciências Forenses, com especial enfoque na cooperação internacional e no intercâmbio de conhecimentos entre os países lusófonos.
Ineida Cabral sublinhou que o encontro “não constitui um evento de carácter ordinário”, mas antes “um momento de singular relevância para a comunidade científica e profissional ligada às ciências forenses”.
“Estamos reunidos (…) com o propósito que transcende a mera troca de conhecimentos académicos, o propósito de afirmar colectivamente que a ciência forense é um pilar insubstituível da justiça contemporânea”, declarou.
Segundo a, também, presidente da Rede de Serviços Médico-Legais e Forenses de Língua Portuguesa (RSMLFLP), fortalecer a medicina legal e as ciências forenses significa também reforçar o próprio Estado de direito democrático.
“Estas disciplinas exigem, na sua essência, o serviço da verdade, através do rigor de medidas e métodos científicos, da objectividade técnica e da independência institucional que as caracterizam, produzindo aquilo que os sistemas de justiça mais necessitam, prova e qualidade credível”, explicou.
Ineida Cabral salientou que as ciências forenses são essenciais na investigação de crimes, na protecção de vítimas, especialmente crianças e adolescentes, e no reforço da confiança nas instituições.
Sublinhou o contributo de parceiros institucionais no reforço das capacidades do instituto, apontando a colaboração do UNICEF no apoio a iniciativas de protecção de menores, incluindo a disponibilização de “kits” especializados para recolha de evidências em casos de violência sexual e a formação de profissionais.
A seu ver, o congresso constitui um espaço de partilha de conhecimentos e de reforço da cooperação entre os países de língua portuguesa, defendendo que “a ciência forense, quando exercida com rigor, independência e compromisso ético, constitui um dos pilares mais consistentes de um verdadeiro Estado de direito”.
ET/HF
Inforpress/Fim
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