Cabo Verde quer afirmar-se como laboratório da CPLP para Inteligência Artificial na Saúde - ministro

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Cabo Verde quer afirmar-se como laboratório da CPLP para Inteligência Artificial na Saúde - ministro
15/07/26 - 04:52 pm

Cidade da Praia, 15 Jul (Inforpress) – O ministro da Saúde afirmou hoje que Cabo Verde quer posicionar-se como laboratório da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) para Inteligência Artificial na Saúde, com investimentos, cooperação e um quadro ético para modernizar o sistema nacional.

Na intervenção na Conferência Global da Organização Mundial da Saúde (OMS) sobre Inteligência Artificial na Saúde, o governante defendeu que, para um país arquipelágico como Cabo Verde, a Artificial na Saúde (IA) representa uma oportunidade para reduzir desigualdades no acesso aos cuidados especializados, através da integração com a telemedicina e a transformação digital.

Segundo o governante, a dispersão geográfica da população e a concentração de especialistas em algumas ilhas continuam a representar desafios para o sistema nacional de saúde, situação que poderá ser atenuada com recurso a soluções tecnológicas.

“A Inteligência Artificial representa precisamente essa oportunidade. Para países arquipelágicos como Cabo Verde, ela não constitui apenas uma inovação tecnológica, representa uma verdadeira oportunidade de justiça social, permitindo aproximar cuidados especializados de todos os cidadãos, independentemente da ilha onde vivem”, admitiu a mesma fonte.

Lúcio Fernandes destacou que a utilização da IA poderá contribuir para reduzir transferências de doentes para o estrageiro, apoiar diagnósticos remotos, optimizar recursos e reforçar a capacidade de resposta dos serviços de saúde, mas alertou que a sua implementação exige investimentos contínuos.

O governante defendeu ainda a necessidade de reforçar a formação de profissionais, modernizar as infraestruturas digitais, garantir a proteção de dados e criar um quadro legal e ético que assegure uma utilização transparente e responsável da tecnologia.

 “A Inteligência Artificial tem potencial para transformar o sistema de saúde cabo-verdiano, tornando-o mais acessível, eficiente, equitativo e sustentável”, precisou Lúcio Fernandes.

Durante a conferência, o ministro apresentou também a visão de Cabo Verde para assumir um papel de referência no espaço lusófono, acolhendo projetcos-piloto e testando soluções inovadoras de IA aplicadas à saúde, antes da sua implementação em mercados de maior dimensão.

Na sua perspectiva, a realidade arquipelágica cabo-verdiana constitui um ambiente privilegiado para validar tecnologias capazes de responder aos desafios da dispersão geográfica, escassez de especialistas e elevados custos da prestação de cuidados.

“Cabo Verde não pretende ser apenas um utilizador das tecnologias desenvolvidas por outros. Queremos ser um parceiro ativo na construção de soluções, na produção de conhecimento e na validação de modelos inovadores que possam servir toda a comunidade lusófona”, referiu a mesma fonte.

O ministro defendeu igualmente o reforço da cooperação entre os países da CPLP, através da criação de um fundo lusófono para a inovação em saúde digital, programas conjuntos de formação, interoperabilidade dos sistemas de informação, fortalecimento das infraestruturas digitais e mecanismos comuns de ética e cibersegurança.

Na conclusão da intervenção, Lúcio Miranda Fernandes sublinhou que a Inteligência Artificial deve servir para reforçar, e nunca substituir, a dimensão humana da medicina, contribuindo para aproximar cuidados de saúde de qualidade de todos os cidadãos.

CM/AA

Inforpress/Fim

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