Cabo Verde promete regularizar contribuições em atraso à CEDEAO e volta a defender estatuto especial

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Cabo Verde promete regularizar contribuições em atraso à CEDEAO e volta a defender estatuto especial
16/07/26 - 05:17 pm

Cidade da Praia, 16 Jul (Inforpress) – O ministro dos Negócios Estrangeiros, Manuel Amante da Rosa, anunciou hoje que Cabo Verde vai regularizar os pagamentos à CEDEAO, em atraso desde 2016 e renovar o pedido de um estatuto especial para o arquipélago.

O governante, que falava à margem da 46.ª reunião ordinária do Conselho de Mediação e Segurança da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) explicou que a principal mensagem que Cabo Verde levará ao Conselho de Ministros da CEDEAO é o compromisso de cumprir as obrigações financeiras pendentes com a organização regional.

"A proposta que nós temos a fazer é a promessa de que iremos fazer o pagamento dos atrasados que nós temos em relação à CEDEAO", afirmou.

Segundo o ministro, Cabo Verde não efectua pagamentos à organização desde 2016, mas o Governo pretende inverter essa situação, apesar do impacto significativo da taxa comunitária na economia nacional.

"Desde 2016 que não assumimos nenhum pagamento à CEDEAO e iremos cumprir, finalmente", assegurou.

Manuel Amante da Rosa explicou que o país continua a defender um estatuto especial junto da organização, tendo em conta a condição arquipelágica e a forte dependência das importações.

O governante indicou que o pedido foi reiterado durante os trabalhos da reunião, sublinhando que a insularidade representa um factor de desvantagem para Cabo Verde no contexto da integração regional

Questionado sobre as deliberações da 46.ª reunião ordinária do Conselho de Mediação e Segurança, esclareceu que os ministros acordaram aguardar a decisão final da Conferência dos Chefes de Estado e de Governo da CEDEAO antes de tornar públicas as propostas discutidas.

Relativamente às declarações do Governo de Transição da Guiné-Bissau, que anunciou o congelamento das relações com Cabo Verde, o ministro afirmou não ter elementos para comentar a natureza da decisão, acrescentando apenas que se trata de uma opção soberana daquele país.

CM/HF

Inforpress/Fim

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