Cabo Verde debate “revolução” na educação sem preconceitos e assente em dados

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Cabo Verde debate “revolução” na educação sem preconceitos e assente em dados
05/11/26 - 01:30 pm

Cidade da Praia, 05 Nov (Inforpress) – Cabo Verde está a iniciar uma verdadeira “revolução” no seu sistema educativo através de um processo de diálogo aberto, sem preconceitos e estritamente assente em dados estatísticos e investigação científica, afirmou hoje o primeiro-ministro, Francisco Carvalho.

A afirmação é do primeiro-ministro na abertura da Conferência Nacional sobre Educação, a decorrer nos dias 5 e 6 de Novembro, onde o Governo, dirigentes do sector e especialistas internacionais se reuniram para redefinir o modelo de ensino do país.

O debate surge numa altura em que o Governo propõe uma verdadeira reestruturação do sector, motivada pela percepção de que o actual modelo de ensino e de escola já não satisfaz plenamente os interesses e as exigências do país.

“O que nós vamos propor aqui são propostas muito concretas, propostas devidamente fundamentadas e altamente analisadas. (…). Partimos para este processo sem qualquer tipo de preconceito e sem qualquer tipo de ideia preconcebida”, disse, Francisco Carvalho para quem o país está a iniciar um processo de verdadeiro diálogo, auscultação tomando em conta aquilo que são os dados.

Segundo o primeiro-ministro, o país é convocado a olhar para os dados estatísticos e a chamar os especialistas que têm na investigação, na experiência, no domínio das alternativas que hoje existem em diferentes partes do mundo para apresentar aquilo que mais se adequa a e aquilo que melhor serve, o processo de desenvolvimento do país.

Confrontado sobre a necessidade de um “pacto de regime” para avançar com estas transformações, o Executivo garantiu avançar sem ideias sustentando as futuras medidas em dados estatísticos, na investigação científica e no diálogo aberto com a sociedade.

Referiu-se à questão dos jovens que continuam a sair de Cabo Verde, por falta de oportunidade de materializar aqui no território nacional os seus sonhos em termos de formação.

“Isto não pode continuar, temos de criar oportunidades aqui para que quem sai, saia não porque não haja oportunidades no país, mas porque de facto quer mesmo sair ou porque têm outras condições mais atractivas lá fora”, considerou.

A agenda da conferência propõe uma análise transversal que abrange desde o ensino pré-escolar (particular) ao ensino superior, passando pelo básico, secundário e profissional.

Os participantes são instados a avaliar os meios necessários para assegurar o sucesso da aprendizagem e as condições de trabalho, valorização e formação contínua que devem ser garantidas aos educadores.

Sob o lema “Pensar a Educação para Melhor Desenvolver Cabo Verde”, a Conferência Nacional sobre Educação pretende promover a reflexão e o debate em torno dos desafios, das prioridades e das perspectivas futuras do sistema educativo cabo-verdiano, tendo em vista a definição de caminhos para a educação que o país necessita nos próximos 50 anos.

PC/ZS

Inforpress/Fim

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